loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sábado, 01/08/2026 | Ano | Nº 6280
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

DEPUTADOS COBRAM ÁGUA E CONDENAM OBRAS “FARAÔNICAS”

Exército suspende operações com caminhões pipa e Defesa Civil espera recursos federais enquanto 300 mil morrem de sede em AL

Ouvir
Compartilhar
Sertanejos sofrem com a falta d´água nos municípios; Operação Pipa está parada por falta de verba para financiamento
Sertanejos sofrem com a falta d´água nos municípios; Operação Pipa está parada por falta de verba para financiamento -

Mais de 300 mil sertanejos esperam água limpa em 40 municípios do semiárido em “situação de emergência” por causa da seca. Deputados estaduais criticam a falta de prioridade do governo estadual, que neste momento tem mais de R$ 5 bilhões em caixa e como prioridade duplica a AL-220, uma estrada deserta que liga Arapiraca a Olho D’Água do Casado. “Queremos água. A duplicação da AL-220 e outras obras ficam para depois”, cobram sertanejos, prefeitos e deputados como Inácio Loiola (PDT). Os 100 caminhões pipas do Exército pararam por falta de orçamento federal. Mais 180 veículos aguardam, há três meses, definições da Comissão Estadual de Defesa Civil, que depende da liberação de R$ 12 milhões do governo federal para fretar “pipas”. Isto tudo acontece na região cortada pelo rio São Francisco e por 120 quilômetros de canal artificial com vazão de 36 m³/s, quase um terço da água da transposição de dois canais que levam água para cinco Estados do Nordeste. Os sertanejos criticam ainda a suposta “ineficiência” da Companhia de Saneamento em casos como o da empresa contratada pela Casal, para manutenção de adutoras e suspendeu o fornecimento de água por três dias em 16 municípios do Agreste. Essas e outras situações que deixam cidades mais de dois meses sem água nas torneiras motivaram o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeito Hugo Wanderley (MDB), a pedir mudanças no comando da Casal.

“DINHEIRO TEM”

Os parlamentares e prefeitos do Sertão não aceitam a justificativa de falta de recursos e dizem que dinheiro tem para fazer investimentos em obras hídricas. Citam, por exemplo, a votação do Senado que autorizou o governo estadual a “receber” empréstimo de US$ 136,2 milhões (R$ 690 milhões, valor de 2019) da Corporação Andina de Fomento (CAF). A verba para financiar o Programa Estrutura Alagoas contempla obras de saneamento, urbanização e transportes. Na verdade, o governo de Alagoas contratou três operações de créditos [duas nacionais - Banco do Brasil e Caixa - e uma internacional] que somaram R$ 1,16 bilhão. Sem contar o leilão da outorga dos serviços de distribuição de água, coleta e tratamento de esgoto da Casal na região metropolitana, que rendeu R$ 2 bilhões, para o estado aplicar como convier. A empresa vencedora do leilão [BRK Ambiental S/A] terá de investir mais R$ 2,6 bilhões no saneamento dos 13 municípios metropolitanos a partir de julho deste ano. Sobre os empréstimos, o secretário da Fazenda, George Santoro, confirmou na época que foram novos contratos – com exceção do empréstimo da CAF, que estavam sendo negociados desde 2019. O financiador (BB) liberou crédito no valor de até R$ 300 milhões. A Caixa, mais R$ 177 milhões. Tudo para obras rodoviárias e de saneamento.

Relacionadas