Política
EX-PRESIDENTE CONFIRMA DEMISSÕES E DESATIVAÇÃO
.
Os 72 servidores do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas foram desligados da folha de pagamentos do governo de Alagoas depois de uma ampla negociação que foi acompanhada à época pelo Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe (Sindipetro/AL-SE) e o Ministério Público do Trabalho, entre outras entidades do funcionalismo estadual. A maioria foi desligada do serviço público. Confirmou a ex-presidente do órgão, Sandra Menezes (PV). “Infelizmente, coube a mim a demissão dos servidores”. Confirmou também que o “parque industrial está parado”. Avaliou que “este seria o momento que o Lifal poderia dar uma contribuição valiosa a população, ajudar o Ministério da Saúde e até na produção de vacina. Mas, infelizmente....”, lamentou. A aliança política MDB e PV manteve Sandra Menezes naquela estrutura da Saúde. Na gestão Sandra, o Lifal conseguiu certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e poderia ajudar o Ministério da Saúde na produção de medicamentos e outros insumos. Ela pediu para sair da estrutura ao perceber o desinteresse do governo em manter o setor que politicamente era ligado aos adversários de Renan Filho, revelou um ex-funcionário do laboratório. Sandra, porém, não quis comentar os motivos de sua saída. Ao ser questionada se os motivos do desligamento foram “divergências administrativas e políticas”, preferiu ficar em silêncio. A presidente do PV de Alagoas saiu da instituição, em 2016, desgastada politicamente, dizem os amigos mais próximos.
ABANDONO
A recuperação daquele parque industrial hoje só seria possível através de uma parceria público privada (PPP), ou se houver interesse púbico de aproveitamento das instalações para montar uma escola acadêmica e/ou como nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A própria Sandra Menezes faz sugestões semelhantes. Parte da mobília foi transferida para a Polícia Civil. Um ex-funcionário revelou ainda que no parque industrial ainda restam muitos equipamentos caros, comprados na gestão do governo Ronaldo Lessa [1999/2006]. Ele não soube informar se o maquinário ainda pode ser reaproveitado. Pelo pátio é possível encontrar viaturas da saúde sucateadas. Os investimentos altos em equipamentos, se forem corrigidos, chegam perto de R$ 1 bilhão incluindo gastos com obras físicas, mobília, equipamentos e insumos”, disse a fonte que prefere não ser identificada e admitiram também os ex- governador e a ex-presidente do Lifal. Antes de deixar a pasta, Sandra Menezes planejava reaproveitar a área com a instalação de um jardim com plantas medicinais. Chegou a fazer parcerias. O projeto não evoluiu. O mato, hoje, toma conta de tudo e o imóvel é a imagem do abandono, ou seja, da desativação conforme informação da Secretaria de Estado do Planejamento. Só não está totalmente abandonado porque vigilantes impedem a entrada de estranhos e da imprensa. Até 2015, havia fluxo de funcionários públicos no Lifal. No tempo do governo Ronaldo Lessa, havia movimentação intensa de técnicos e autoridades das prefeituras e de instituições púbicas e privadas em busca de remédio, lembram os moradores vizinhos, como José Ignácio dos Santos. Ele ganhava dinheiro na época como vendedor ambulante. “É triste ver tudo isto abandonado”, lamentou seu “Zé”. O comércio local faturava, disse a comerciante Sandra dos Santos que tem um estabelecimento próximo.