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ATRITO ENTRE POLÍCIA E POPULAÇÃO PREOCUPA

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Na opinião do deputado Cabo Bebeto, a nova lei deve causar uma série de transtornos e será difícil evitar excessos
Na opinião do deputado Cabo Bebeto, a nova lei deve causar uma série de transtornos e será difícil evitar excessos -

Na opinião do deputado Cabo Bebeto (PTC), a nova lei deve causar uma série de transtornos e será difícil evitar os excessos nas fiscalizações. Para ele, confrontos entre agentes de segurança e a população podem ficar cada vez mais frequentes. “O projeto impõe a regra de forma bem ignorante e as ações de fiscalização neste sentido são carregadas de tirania, como vemos em outras partes do país. Da maneira como foi aprovada na Casa, a matéria vai obrigar um cidadão de bem a sentar na calçada de casa e pôr a máscara. Certamente, em algum momento, ele vai tirar a proteção, o que pode dar margem para enfrentamentos. Estou avisando que esta lei vai gerar um grande desgaste”, avalia. Ele considera absurda a ideia de sair de casa sozinho e ter que usar a máscara por obrigação, mesmo não tendo contato com outras pessoas. “Além disso, o Estado é velhaco, por não pagar precatórios e não suspender o desconto indevido de aposentados na Previdência. Mesmo assim, ainda cria mais um mecanismo para multar o cidadão”. Para o deputado Davi Maia (DEM), voz ativa de oposição ao governo Renan Filho na Assembleia, o projeto era desnecessário, levando em consideração a regra federal. Ele pensa que “para uma ditadura inicial, só basta um gatilho”, fazendo uma comparação da proposta com o que chama de autoritarismo do Estado. “Tenho um problema ideológico contra este projeto de lei. Sou contra qualquer tipo de obrigatoriedade do governo em relação ao cidadão. Entendo que não existe, por enquanto, nenhuma outra forma de minimizar o impacto do vírus, se não for estas regras sanitárias. Não tem outra arma para combater o vírus que não seja esta. Mesmo assim, o projeto era desnecessário porque já tem uma lei federal neste sentido”. Contundente nas suas declarações, Antonio Albuquerque (PTB) acredita que a lei, quando sancionada, não vai alcançar a unanimidade de opiniões, e classificou a matéria como um exagero. “Todos os exageros são desnecessários. Trazem consequências prejudiciais aos cidadãos. O uso da máscara, por imposição da lei, haverá de criar alguns transtornos à população. É óbvio que há, nas instituições militares, os membros que são afeitos a exageros. Imaginem agora, com esta regra, como estas pessoas vão se comportar numa abordagem?!”, hipotetiza.

Albuquerque ainda levantou uma questão de ordem ao perguntar o prazo de validade da nova lei. “A regra ainda vai obrigar a pessoa a usar máscara mesmo depois de vacinada? Este desconforto vai continuar?”, questionou. A Mesa Diretora esclareceu que a norma vigora enquanto durar a situação de calamidade.

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