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SETOR PRODUTIVO DIZ QUE MEDIDA É “INJUSTA”

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O anúncio da continuidade da fase vermelha, de distanciamento social, sem nenhuma negociação com o setor produtivo provocou indignação entre os empresários. A categoria que sempre obteve destaque na adoção protocolos de proteção em seus ambientes está perplexa com a forma como o governador Renan Filho (MDB) toma decisões sem levar em conta as necessidades de quem gera emprego e contribui para a arrecadação de impostos. Um dos segmentos mais afetados, por conta da limitação de horário e funcionamento, que são os bares e restaurantes, o medo de "onda de quebradeira" tem se tornado cada vez mais real, com a falta de vendas no salão. Isto porque desde que foi implantando o decreto, há quinze dias as vendas caíram 70% em alguns casos com a modalidade pague e leve e delivery. Segundo presidente da Abrasel-AL, Thiago Falcão os empresários do setor têm sofrido além do normal por serem os mais afetados. "Injusta! Essa é a palavra que nós usamos para mais um decreto do governo que coloca o nosso setor em posição de fechamento total. Durante o primeiro período do decreto apresentamos soluções e proposições. Inclusive mostrar que o fechamento era um problema sanitário. As pessoas estão comendo na rua, no meio fio e dentro do carro sem nenhum, controle. Diante do momento que agente vive, sem respeito a distanciamento e sem protocolos isso vai de encontro a tudo o que está sendo dito", disse Thiago. A categoria não compreende, porque mesmo diante das informações de que o Estado já obteve um certo controle nos números não foi previsto uma abertura parcial dos estabelecimentos. Conforme lembrou a categoria se demostrou consciente desde o primeiro momento e que naturalmente iria manter os critérios adotados, tanto que entre os trabalhadores e proprietários o número de contaminados foi muito pequeno. "Essa atitude do governo vai destruir diversos estabelecimentos. Desde os pequenos: a menina que vende a coxinha, quem vende o seu almoço. Não é só restaurante grande não. Ninguém aguenta mais estar fechado", desabafou Thiago.Ele lembrou, ainda, que são muitos os empresários que estão endividados ou porque fizeram investimentos ou por não conseguir renda para honrar compromissos com fornecedores, fiscais e até trabalhistas. O problema das dívidas têm se tornado uma "bola de neve" porque muitos estão com pendências e dívidas renegociadas desde a queda no movimento do ano passado. E quanto pensavam que iam superar as dificuldades passaram a se deparar com novas medidas restritivas. "Imagine um mês sem receber. Essa é a realidade dos empresários de bares e restaurantes do sertão e do agreste. Agente não aguenta mais", completou o presidente da Abrasel.

Esperança

Em nota a Associação Comercial informou que também tem acompanhado os números que envolvem a pandeia em Alagoas. Tanto que têm continuarão apoiando as medidas, mas ao mesmo tempo acreditam na possibilidade de algum tipo de flexibilização. Com isso acreditam ainda ser possível evitar um cenário de mais demissões. Os empresário dizem que esperam que a tendência de queda se mantenha tanto de contágio como de óbitos. "Torcemos pela redução ainda maior nos próximos dias.Como temos feito desde o início seguiremos cumprindo o decreto. Acreditamos que na próxima semana o governo possa flexibilizar algumas medidas para facilitar a situação de muitas empresas que amargam prejuízos desde o ano passado, ocasionando até com demissões", diz a nota da entidade.

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Em sentido contrário, a gestão do Maceió Shopping foi se apresentou como solidária as medidas sanitárias e sua continuidade. De acordo com Fabiano Said gerente de Marketing irão continuar apoiando todas as determinações que ajudem a preservar vidas e por consequência diminuir a ação letal do vírus. "Nós do Maceió Shopping somos solidários a todas as medidas que possam ajudar a combater a pandemia. Recebemos com tranquilidade a decisão do governo de Alagoas em prorrogar o último decreto e não pouparemos esforços para ganharmos esta batalha contra este vírus tão letal. Seguiremos um protocolo criterioso na busca de um ambiente saudável e harmonioso para todos", disse Said. Ele lembrou ainda que assim como no ano passado o shopping manteve parceria com a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. "Em parceria com a Prefeitura de Maceió, cedemos nosso espaço de eventos para que a vacinação da população seja realizada com conforto e segurança. No mês de abril, o Maceió Shopping completa 32 anos e ficamos imensamente felizes por cumprir nossa responsabilidade social, tendo a vacinação contra a COVID-19 em nosso empreendimento", completou o gerente.

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