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BRASIL, PELA PRIMEIRA VEZ, APLICA MAIS DE 1 MILHÃO DE DOSES EM 24H

Foram aplicadas 1.095.362 doses - 1ª e 2ª aplicações - do imunizante contra o novo coronavírus

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Ao todo, já foram aplicadas 23.807.845 doses de vacina, segundo informações repassadas pelas Secretarias de Saúde
Ao todo, já foram aplicadas 23.807.845 doses de vacina, segundo informações repassadas pelas Secretarias de Saúde -

São Paulo, SP - O Brasil aplicou, na última quinta (1º), mais de um milhão de doses de vacina, somadas a 1ª e 2ª doses aplicadas. Foram aplicadas 1.095.362 doses. Nas últimas 24 horas, 963.429 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 131.933, a segunda O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 23 estados e o Distrito Federal. Minas Gerais, Paraná e São Paulo foram os estados com mais doses aplicadas (de novo, somadas 1ª e 2ª doses), respectivamente, 318.287 doses, 159.596 doses e 133.501 doses. Ao todo, já foram aplicadas 23.807.845 doses de vacina (18.584.301 da primeira dose e 5.223.544 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde. A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes. A pandemia descontrolada no Brasil continua a gerar números elevadíssimos. Foram registrados 3.673 mortes pela Covid e 89.459 casos da doença. É o segundo maior número de óbitos em 24 h documentado na pandemia. Já a média móvel de mortes, pela sétimo dia seguido, bateu recorde e chegou a 3.119. Dessa forma, o país chegou a 325.559 óbitos e 12.842.717 pessoas infectadas pela Covid desde o início da pandemia. O recorde de mortes em 24h no Brasil é de 3.950, registrado na quarta (31), dia que fechou o pior mês da pandemia no país, com mais de 66 mil mortes por Covid. Já o recorde anterior de média móvel de óbitos era de 2.971. A média é um instrumento estatístico que busca suavizar variações que ocorrem nos dados, como em finais de semana e feriados. Nesses dias, costumam ocorrer atrasos de notificação de mortes nas secretarias de saúde. Não é recente os elevados números da média. Ela se encontra há 16 dias acima de 2.000 mortes por dia e há 71 dias acima de 1.000. É possível observar o reflexo de tamanho morticínio também nos dados gerais. No dia 1º de fevereiro, o Brasil tinha 225.143 mortes por Covid desde o início da pandemia. Dois meses depois, mais de 100 mil brasileiros morreram pela doença. Os dados do país são fruto de colaboração entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diariamente com as secretarias de Saúde estaduais. O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 23 estados e o Distrito Federal. Enquanto cidades do interior de São Paulo seguem registrando mortes de pacientes com Covid-19 à espera de vaga e a pandemia se agrava, pequenos e médios municípios paulistas têm anunciado lockdown, criado barreiras sanitárias, utilizado drone para flagrar aglomerações e implantado multas a quem for flagrado em companhia até mesmo de apenas três pessoas. Todas as medidas têm como objetivo evitar a proliferação do novo coronavírus, que a cada dia sobrecarrega mais o sistema hospitalar –e muitas das cidades do interior não têm sequer leitos de enfermaria. Piracicaba, Charqueada e Araraquara adotaram barreiras sanitárias, por exemplo. Em Barretos, encontros de mais de três pessoas nas ruas poderá render multa de R$ 500 para cada um, enquanto outras cidades usarão drones para coibir aglomerações e estão criando hospitais de campanha. Em São Joaquim da Barra, uma das cidades líderes em isolamento social no interior, começou a funcionar no último dia 20 o hospital de campanha, instalado no centro de convivência do idoso. Com capacidade de 20 leitos, todos de enfermaria, o hospital foi visto como uma válvula de escape para aliviar a Santa Casa da cidade, que nesta quinta-feira (1º) tinha 32 pacientes internados, 13 dos quais em UTI.

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