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ALE COBRA DO GOVERNO AÇÕES COLETIVAS CONTRA A COVID-19

Deputados lembram que governo federal já liberou R$ 150 milhões para Alagoas usar durante a pandemia do novo coronavírus

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Deputados cobram investimentos em postos de vacinação nos municípios do interior
Deputados cobram investimentos em postos de vacinação nos municípios do interior -

A falta de leitos no interior, estoque crítico de kit intubação e de outros medicamentos para tratamento da Covid-19 e esgotamento físico e emocional da maioria dos profissionais da saúde, diante das quase mil contaminações e 22 mortes diárias, marcam a fase mais aguda da doença em Alagoas. Desta vez, dinheiro não falta. O governo federal mandou R$ 150 milhões para o combate à Covid- 19, confirma a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Deputados, como Cabo Bebeto (PTC), criticam o governador Renan Filho (MDB), que na “ânsia” de aparecer na mídia atrapalha a campanha de vacinação e manda a população cumprir regras sanitárias que o próprio [Renan] “não obedece” em seus encontros esportivos sociais. O prefeito JHC (PSB) e funcionários da prefeitura afirmam que a vacinação na capital segue calendário técnico por faixa etária e grupos prioritários, de acordo com a quantidade de vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde. Segundo servidores da saúde de Maceió, algumas autoridades atrapalham a vacinação. Eles citaram o exemplo da ocorrência de terça-feira (30), quando o governador Renan Filho teria convocado idosos de 63 e 64 anos de idade para comparecerem aos postos da prefeitura. Quem foi não se vacinou. O cronograma montado por JHC, divulgado antecipadamente, vacinou pessoas com 65 anos. Há um mês, na verdade, os bastidores políticos percebem a corrida midiática entre o governador e o prefeito da capital em anunciar a chegada dos novos lotes de vacinas liberadas pelo Ministério da Saúde e cronogramas. A tarefa de montar estratégias de vacinas nos 102 municípios é dos prefeitos com base nas estratégias das Secretarias de Saúde, afirma o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), prefeito de Cacimbinhas, Hugo Wanderley (MDB). A AMA cobra mais investimentos nos pontos de vacinação das prefeituras. O líder dos prefeitos, Hugo Wanderley, ameniza as críticas assegurando que o governo de Alagoas tem se esforçado para acelerar a vacinação. O próprio governador observou que as vacinas que chegam correspondem a primeira dose. Revela que vai comprar vacina pelo consórcio dos estados. Para facilitar a vida do governador, os deputados estaduais deram uma contribuição importante ao votarem, unanimemente, a autorização para o Executivo estadual comprar vacina. Segundo as autoridades médicas e o próprio secretário Alexandre Ayres, para controlar a situação, o estado precisa vacinar mais de 60% dos 3,3 milhões de alagoanos e ainda não chegou a 10%. Longe da política e de quem aparece na mídia neste momento de sofrimento da população, a vacinação segue lentamente por falta de vacinas, lamentou o presidente do Sindicato dos Médicos, Marcos Holanda, ao destacar que os profissionais estão “esgotados”. Cerca de 5 mil médicos estão na linha de frente. “A gente precisa triplicar o número de médicos experientes no estado para atender à crescente demanda. Não tem tantos profissionais no mercado”, desabafou Holanda, que também está na linha de frente.

‘MORTOS VACINADOS’

Como se tudo isto não bastasse, os Ministérios Públicos Estadual e de Contas e a Controladoria Geral da União (CGU) em Alagoas investigam denúncias de que pessoas fora da lista de prioridade, entre elas vereadores, prefeitos e até mortos estariam na relação de vacinados contra a Covid-19. Entre os imunizados, estão supostas aplicações em 21 pessoas já falecidas em 11 municípios, 275 pessoas que teriam recebido três doses da vacina quando o correto são apenas duas doses. Além de imunização de indivíduos que não estão na lista prioritária do Ministério da Saúde, estão 100 vereadores, prefeitos e gestores públicos. A informação foi divulgada pelo superintendente da CGU no estado, Moacir Rodrigues de Oliveira. “A CGU está acompanhando o programa de imunização tanto para corrigir como para coibir possíveis desvios de finalidade”. As investigações ocorrem em sigilo e os nomes dos envolvidos também. Numa reunião virtual entre promotores de Justiça, procuradores de Contas e superintendentes da CGU, ficaram definidas as estratégias operacionais. Fontes confirmam que a CGU faz cruzamento de informações do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

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