Política
TOMÓGRAFO QUEBRADO COMPROMETE TRATAMENTO
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O tomógrafo do Hospital Metropolitano, em Maceió, está quebrado, o que inviabiliza o diagnóstico preciso dos pacientes internados com Covid-19. A família do funcionário público Heitor Alves Vilela Filho, de 59 anos, está angustiada. Ele está há 19 dias, em um dos leitos da unidade, e precisa de uma tomografia para avaliar o quadro, mas o exame ainda não tinha sido feito até essa segunda-feira (5).
O aparelho é indispensável para verificar, por imagem, o comprometimento pulmonar e, assim, nortear as equipes médicas no tratamento ideal para cada caso.
A filha de Heitor, Daniella Vilela, disse que o pai pegou coronavírus enquanto esteve internado no Hospital Geral do Estado (HGE), após sofrer um AVC [Acidente Vascular Cerebral].
Ele passou sete dias internado no HGE e, com três dias da alta médica, começou a ter sintomas característicos de Covid, assim como todos os membros da família.
“Ele pegou coronavírus no Hospital Geral. Assim que os sintomas apareceram, nós pagamos uma tomografia para ele em uma clínica particular. Depois, ele precisou ser internado no Metropolitano. Apesar de estar sendo bem tratado pelos profissionais, a médica nos falou que ele precisa, urgente, da tomografia, pois apresentou um quadro infeccioso”, relatou.
SUSPEITA
Daniela informou que o pai apresentou febre e precisou de um suporte maior de oxigênio. A suspeita é de que tenha contraído uma bactéria. “Ontem, depois que eu fiz a denúncia de que o tomógrafo estava quebrado, o próprio secretário de Saúde me abordou nas redes sociais e prometeu que o exame seria feito nesta terça-feira”, contou. “Mesmo se o meu pai conseguir fazer o exame, como fica a situação de outros pacientes que aguardam por este exame? Uma providência deve ser tomada o mais rápido possível”, acrescentou a autônoma. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) ainda não se posicionou acerca do problema.