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Dirceu diz que acordo com PMDB est� definido

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Brasília ? O ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse na tarde de ontem, após o almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que não há mais nenhuma reunião marcada com o PMDB e que só deverão ocorrer mudanças se o presidente fizer alguma contraproposta à sigla. Requião encontrou-se com Lula para pedir mais uma pasta para o partido. O presidente está decidido a ceder duas. Questionado se as negociações estão encerradas, Dirceu disse: ?O presidente já tem todos os elementos para tomar a decisão. É uma questão agora que está nas mãos do presidente da República. Lula tem todas as condições agora ou para tomar uma decisão, ou fazer contrapropostas?. Tudo indica que o PMDB deverá ficar com as pastas de Comunicações e Previdência Social. Dirceu relatou que os ministros da coordenação política do governo entregaram a Lula um relatório com vários cenários possíveis e que agora ?é uma hora do presidente?. Um terceiro ministério está praticamente descartado, mas ainda pode haver uma substituição de cargo na Previdência por alguma outra pasta. Os peemedebistas queriam o Ministério da Integração Nacional, porém o ministro Ciro Gomes (PPS) não teria gostado da idéia de mudar de pasta. Mais uma vez, Dirceu não quis revelar a data da reforma ministerial. Ele confirmou apenas que todas as mudanças serão feitas de uma só vez. O presidente reúne-se ontem à tarde, também, com 17 ministros, dos quais a maioria é da área social. Apesar de a reforma não fazer parte da pauta oficial do encontro, é bem provável que o assunto tenha sido o tema principal. ?Questão secundária? O governador Roberto Requião disse que a questão de o seu partido ocupar ou não cargos no ministério é secundária. Para ele, o PMDB se considera contemplado com o ?êxito? da política que o governo federal vem realizando. As declarações foram dadas após almoço com o presidente Lula e com o ministro José Dirceu. A reunião ocorreu na casa do ministro, no Lago Sul, em Brasília. ?A questão de ocupar um ministério ou não, é secundária. Eu acho que vai acontecer isso (participação), necessariamente, em função do envolvimento do partido na condução do governo. Principalmente na condução do governo no Congresso. Eu acho que necessariamente não tem que ter cargo não. Nós temos que apoiar as posições corretas?, afirmou o governador. Requião declarou, porém, que não é contra o PMDB ocupar cargos, desde que Lula convide. Questionado se concorda com a forma como vem sendo conduzida a negociação pelo partido, especificamente pelo presidente do Senado, José Sarney (AP), pelo líder na Casa, Renan Calheiros (AL), e pelo presidente da legenda, deputado Michel Temer (SP), Requião afirmou que a condução está sendo feita com a concordância das bases partidárias. ?Pelo menos, das bases parlamentares. Então, é uma postura correta?.

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