Política
TRABALHADORES DA SAÚDE DE AL DENUNCIAM SALÁRIOS DEFASADOS
Profissionais da linha de frente da pandemia de Covid-19 reclamam de corte de insalubridade
A realidade vivida pelos trabalhadores da saúde, que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, em Alagoas é bem diferente da contada em sucessivas lives comandadas pelo governador Renan Filho (MDB), nos últimos meses. Na tarde de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sindprev) denunciaram que o governo do Estado traiu a categoria e age como carrasco. Eles revelam que o valor pago pela insalubridade, que é o risco inerente a atividade, sofre corte, quando adoecem, e até mesmo o referente ao terço de férias estão sendo negadas.
O resultado é que para não ter perda de renda a maioria decide continuar atuando com riscos à saúde por conta das condições precárias e sobrecarga de trabalho, escassez de equipamentos de proteção individual (EPI). Por conta dessa pressão diária os servidores estão “esgotados física e emocionalmente”, denunciou a entidade.
A denúncia foi feita por meio das redes sociais. Com um banner explicativo, eles abrem o texto com elogio à coragem dos profissionais que nos momentos mais duros da pandemia, mesmo com a vida ameaçada, não abandonaram ao trabalho.
“Além disso, os profissionais da saúde vitimados pela Covid-19 ao serem afastados de suas atividades, o governo manda retirar o pagamento da gratificação de insalubridade”, diz outro trecho do material de divulgação. No momento em que os servidores mais precisam de reconhecimento, são penalizados com descontos em seus salários, que há anos estão defasados. Um total desrespeito a todos os servidores da Saúde de Alagoas”, diz o material de divulgação.
Para tentar evitar os descontos feitos na gratificação de insalubridade, em situação de férias ou licença médica, a categoria busca na Justiça sua suspensão desde 2017 sua suspensão, mas até o momento o processo não chegou ao seu final. Por isso, os servidores estão organizando um protesto diante do prédio do Tribunal de Justiça.
RISCOS
Conforme divulgou a Gazeta Digital, em sua edição da última quinta-feira (8), os riscos de contaminação são reais e se traduzem em números. Até o momento, mais de 7 mil profissionais contraíram a Covid-19. Os dados indicam, ainda, que onze médicos e oito enfermeiros morreram com coronavírus. Não há uma escala de quantos foram reinfectados. “Em relação aos profissionais de enfermagem, até o dia 16 março, foram informados 1.289 casos suspeitos e confirmados e oito óbitos. Os dados foram informados pelo Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren/AL)”, revelou a reportagem assinada pela repórter Regina Carvalho.
Diante das denúncias e cobrança por soluções, a Gazeta Digital buscou informações junto a Secretaria Estadual da Saúde, por meio da assessoria do órgão. Mas, até o fechamento desta edição não foi encaminhada nenhuma posição oficial do órgão.
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