Política
“É PRECISO ACELERAR O PLANO NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO”
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Diante da repercussão de que a aquisição pelas empresas e indústrias nacionais pode gerar uma competição desigual com o Sistema Único de Saúde (SUS), a Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA) reafirmou seu apoio à vacinação em massa. Foi o que defendeu o presidente da entidade, o industrial José Carlos Lyra de Andrade. “É preciso acelerar o Plano Nacional de Imunização para proteger os brasileiros fazendo o país voltar à normalidade”, disse.
Ele destaca também que desde o início os empresários não se refutaram a cooperar com o combate, seja com produção específica, reduzindo aglomeração e sendo solidário com campanhas. “Por meio de nossa entidade - a Confederação Nacional da Indústria (CNI), somamos forças com as instituições para superarmos essa inesperada crise sanitária”, lembrou Lyra.
Como uma maneira de não atropelar o sistema público, ele acrescenta que desde quando surgiram as primeiras informações sobre compra de vacinas, a proposta era uma parceria com o SUS, com “o benefício de 50% do volume adquirido”. Na verdade a presença da iniciativa privada era para dar mais agilidade. Quanto à compra ela se dará por meio da CNI com as empresas que fizerem a devida adesão.
MUNICÍPIOS
A chamada compra direta, que abriu possibilidade de Estados e Municípios também buscarem fornecedores e distribuidores já é uma realidade em Alagoas. O assunto tem ganho destaque entre os gestores. Esta semana, por exemplo, o prefeito de Paripueira, Abraão Moura, assinou ofício de credenciamento do município do Litoral Norte Alagoano ao Instituto Butantan. Segundo explicou, mesmo com a cidade mantendo estabilidade dos números, somente a vacinação em massa pode garantir o controle mais eficaz da doença e acelerar o seu controle. Desde o final do mês passado, o Consórcio Intermunicipal dos Municípios do Sul do Estado (Conisul) deu início a uma convocação para pesquisa de mercado e aquisição de vacinas. As empresas fabricantes devem encaminhar e-mail para [email protected] “Entre outras obrigatoriedades, as empresas deverão possuir capacidade de fornecer, em 2021, doses em quantidades suficientes para a compra de 758.400 doses, garantindo a imunização de 379.200 pessoas e 33 cidades alagoanas, o mais rapidamente possível”, diz o Conisul. Até o momento foram iniciadas tratativas para possível aquisição de doses da vacina Oxford/AstraZeneca que já possui registro definitivo outorgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O custo unitário da dose é de US$ 7,90 e o teto por pessoa imunizada atingira o teto de US$ 15,80. As empresas podem enviar propostas, porém, sabendo que deverão ser responsáveis pela logística de entrega. O telefone de contato é (82) 3022-2067.
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