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TJ AFASTA JUIZ ACUSADO DE FRAUDAR DOCUMENTOS PARA RECEBER DINHEIRO

Magistrado é suspeito de autorizar a liberação de valores de três contas que totalizavam R$ 5,2 milhões

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Juiz Giovanni Jatubá foi investigado pela Polícia Federal após advogados da vítima tomarem conhecimento do golpe
Juiz Giovanni Jatubá foi investigado pela Polícia Federal após advogados da vítima tomarem conhecimento do golpe -

Após inquérito policial da Polícia Federal que apurou denúncia de tentativa de estelionato contra a Caixa Econômica Federal – praticada supostamente pelo juiz Giovanni Alfredo de Oliveira Jatubá – o Tribunal de Justiça de Alagoas instaurou procedimento administrativo disciplinar e afastou das funções, até o fim das investigações, o magistrado que atuava na Comarca de Arapiraca. A decisão que afastou o juiz cita a suposta prática de infração funcional por ausência de cautela, imprudência e descumprimento de seus deveres funcionais na condução de processos judiciais. O magistrado é suspeito de atuar junto com um advogado e um suspeito que se dizia herdeiro de uma idosa no Rio de Janeiro, em 2015, e liberou valores de três contas que totalizavam R$ 5,2 milhões. Na investigação feita pela PF, o assessor do juiz Giovanni – que à época atuava em Piranhas - identificado como Givanildo Oliveira dos Santos, atribuiu responsabilidade ao magistrado – que mesmo avisado pelo gerente da Caixa de Piranhas que poderia se tratar de uma fraude, resolveu determinar à Caixa que realizasse pagamento. O processo foi baseado na alegação de falecimento de Sra. Cyrene e de que o requerente Joaquim Paiva Neto seria único herdeiro. Na sentença, o magistrado Giovanni Jatubá reputou comprovado o falecimento da senhora e a condição de único herdeiro do requerente Joaquim Paiva Neto. “Ocorre que uma das agências da Caixa do RJ informou que a senhora Cyrene está viva e lúcida e que estaria sendo vítima de diversas tentativas de golpe com o objetivo de sacar a integralidade do dinheiro existente nas contas”, informa a Polícia Federal em nota. O advogado da vítima peticionou nos autos juntando prova de que ela está viva e que se tratava de uma tentativa de fraude e que, diante do crime, o magistrado revogou o alvará judicial. “O inquérito foi instaurado com o objetivo de apurar o crime de estelionato qualificado, o qual objetivou a realização de saques, por meio de alvará judicial emitido na Comarca de Piranhas-AL dos valores depositados em contas na Caixa Econômica Federal na cidade do Rio de Janeiro em nome da Sra. Cyrene Paiva Carnevale, no montante de R$ 5.280.279,96”, informa trecho de ofício encaminhado pela Superintendência da Polícia Federal em Alagoas à juíza federal Camila Monteiro Pullin Millan. A decisão foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico da última sexta-feira (8).

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