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APÓS PRESSÃO, GOVERNO AMPLIA HORÁRIO

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Após os apelos do setor produtivo, o governo do Estado anunciou, nessa terça-feira (13), que os bares e restaurantes de Alagoas estão autorizados a funcionar até as 20h, de segunda a sexta-feira. Alagoas retornou à Fase Vermelha do Plano Estadual de Distanciamento Social no dia 19 do mês passado. As demais medidas restritivas já dispostas no decreto anterior permanecem em vigor até a próxima atualização, marcada para o dia 27 deste mês, conforme publicação no Diário Oficial. Ainda na terça-feira, os donos de bares e restaurantes de Alagoas apelaram pela sensibilidade do governo para recuo nas medidas restritivas e avanço na flexibilização dos horários de funcionamento destes estabelecimentos, visando contemplar o turno da noite. O pedido era para que a permissão se estendesse até o início do “toque de recolher”. O setor apresenta como um dos argumentos o fato de que os consumidores que frequentam os shoppings precisam comer no horário noturno. Os centros de compras têm autorização para abertura até as 20h. Thiago Falcão diz que as praças de alimentação precisam estar funcionando enquanto os shoppings estiverem abertos ao público. “A gente entende que o horário limitado ao toque de recolher, a partir de 21h, é razoável para ter uma fiscalização eficiente em relação ao processo de reabertura, como também, colaborar com a parte produtiva de bares e restaurantes, que vem sendo bastante prejudicada neste período”, frisa. Segundo ele, no Agreste e no Sertão de Alagoas, o quadro é delicado para quem trabalha neste ramo. “Nestas regiões, já estamos há mais de 30 dias, com restrições mais severas. Todas as possibilidades que os empresários tinham de conceder férias aos funcionários, utilizar banco de horas, já foram esgotadas”. Falcão diz que os donos de bares e restaurantes destas localidades arcam com todos os custos das empresas, pagando, inclusive, aos colaboradores para estarem em casa, sem perspectivas de retorno. “É muito importante que o Estado permita este avanço em relação ao horário, para que a gente possa retornar, pelo menos de forma mínima, ao trabalho noturno. Temos diversos empreendimentos que vendem tapiocas, sanduíches e pizzarias, que já demitiram metade”, destaca.

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