Política
Governo vai comprar 60 mil litros de leite por dia para socorrer produtores
ARNALDO FERREIRA O governo estadual encontrou uma saída para ajudar a socorrer os pequenos produtores de leite do sertão e agreste que enfrentaram os prejuízos da seca. O governador em exercício, Luis Abílio de Sousa Neto (PSB), anunciou, ontem, que o Executivo vai ampliar o programa do leite nos municípios mais pobres. A idéia é comprar 60 mil litros de leite/dia a partir de fevereiro. Atualmente, o governo socorre os pequenos produtores comprando oito mil litros de leite/dia. ?A partir de fevereiro, vamos comprar 48 mil litros de leite para o programa estadual do leite?. Abílio garantiu que o programa estadual da merenda escolar vai continuar comprando 12 mil litros/dia. ?O produto é um dos principais componentes do cardápio da merenda escolar e é distribuído nas escolas estaduais espalhadas pelos 102 municípios?. O principal fornecedor do Estado é a Cooperativa dos Produtores. Os grandes produtores da bacia leiteira, que fica entre as regiões do sertão e agreste, têm quase toda a produção consumida pelas grandes indústrias de laticínios. ?A compra do leite obedece as regras de preços de mercado e é feita pela cooperativa porque a entidade garante a sobrevivência dos pequenos e médios produtores?. Política Os problemas políticos que envolvem as candidaturas majoritárias do PSB foram considerados normais pelo governador Luis Abílio. Desta forma, descartou os rumores que circulavam, ontem, que ele poderia reaparecer no cenário das eleições majoritárias como o candidato de consenso dos socialistas. ?Sobre as eleições municipais, o partido já decidiu estas questões?, disse Abílio, ao sustentar que o partido tem quatro pré-candidatos: os deputados federais Givaldo Carimbão e Maurício Quintela, o vice-prefeito Alberto Sexta-Feira e o vereador Marcos Vieira (presidente do diretório municipal). Abílio descartou qualquer possibilidade de ser candidato a prefeito de Maceió nas eleições de outubro quando participava do programa Cartas na Mesa, da TV Pajuçara. ?Sou um político de partido. O projeto do PSB é para eu continuar desenvolvendo a política de sustentação e de articulação da base aliada. Quando o governador Ronaldo Lessa deixar o governo para disputar a vaga de senador, nas eleições de 2006, a minha tarefa é garantir a transição. Este é o meu papel político e é o que vou desempenhar?, disse Abílio, tentando encerrar a discussão em torno de sua suposta candidatura a prefeito. Sobre a possibilidade de os partidos da base aliada de Ronaldo Lessa lançar o nome do senador Teotônio Vilela como sucessor de Kátia Born, demonstrou não acreditar em tal possibilidade. ?Primeiro, é preciso que o senador Teotônio Vilela defina se é candidato. Pelo que sabemos, o senador nega a candidatura?. Se o PSDB e outros partidos como o PMDB convencer Téo Vilela sair candidato, Abílio observou que deverá acontecer uma reunião entre o PSB e PSDB para discutir o processo. ?O que há definido é que até o fim de fevereiro o PSB deverá ter escolhido o seu candidato?.