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Política

MINISTRO VÊ CPI DA COVID COMO PRÉVIA DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Fábio Faria, das Comunicações, também afirma que Jair Bolsonaro seria o favorito no pleito

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Fábio ficou satisfeito por causa da inclusão de estados e municípios entre os investigados
Fábio ficou satisfeito por causa da inclusão de estados e municípios entre os investigados -

Brasília, DF - O Ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), afirmou que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai apurar erros no combate à covid-19 será uma "prévia" da eleição 2022. Ele também deu a entender que gostou da possível entrada de Lula na disputa presidencial, pois entende que Jair Bolsonaro (sem partido) seria favorito contra ele no ano que vem. "A CPI vai ser uma prévia de 2022, porque tudo que iam colocar na mesa durante as eleições, o governo terá oportunidade de responder agora na CPI", disse Fábio Faria em entrevista ao Metrópoles. Fábio ficou satisfeito por causa da inclusão de estados e municípios como possíveis investigados da CPI. "A gente vai poder analisar o que cada um fez, se alguém teve culpa, se houve desvio. Eu via que a CPI tinha intuito de prejudicar o governo federal. Mas como foi colocada, não. Vai ser ampla e que investigue tudo e todos", analisou Fábio. O Ministro aproveitou para criticar os governos e municípios por terem fechado hospitais de campanha quando a pandemia teve uma diminuição nos índices de casos e mortes, no segundo semestre do ano passado. "Hospitais de campanha foram abertos, por exemplo, em vários lugares por causa desses recursos. E foram fechados porque os governadores não acreditavam em uma segunda onda. Isso não é uma omissão? Já imaginou se fosse o Bolsonaro que tivesse fechado todos os hospitais de campanha do Brasil? (Chamariam) Bolsonaro de assassino, genocida", disse Fábio Faria.

ELEIÇÃO DE 2022

O Ministro afirmou que Bolsonaro não está surpreso por possivelmente enfrentar Lula na eleição de 2022. E até apontou um lado positivo nisso. "O Lula traz votos, mas traz rejeição também. Tem muitas pessoas que nem iriam participar das eleições e, com a volta do Lula candidato, estão preocupadas com o presidente, querendo que ele faça isso ou faça aquilo. Se não, pode haver uma possível volta do Lula. Então, ele (Lula) traz também um lado que ajuda o presidente Bolsonaro", concluiu Fábio. Na sequência o Ministro descartou que um terceiro candidato teria chance nessa disputa e até apontou Bolsonaro como favorito contra Lula. Apesar de reconhecer que pesquisas atuais favorecem o petista. "Com Lula e Bolsonaro, vai ser um Fla-Flu eleitoral. A gente vai ter uma campanha com muita paixão e ódio. E Bolsonaro é favorito. Qualquer pesquisa que você fizer hoje, não vai dar um dado negativo pro governo, porque as pessoas estão em casa e tem muita gente morrendo. Está todo mundo triste, sem direito de trabalhar e com medo de perder emprego. Isso está causando uma cortina de fumaça que não tem percepção sobre entregas do governo. Mas a eleição não é corrida de 100 metros. É uma maratona. Temos entregas e realizações", assegurou Fábio Faria. Ele também comentou sobre as possíveis candidaturas de Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB), mas menosprezou as chances deles. Sobre Ciro, disse que "é um candidato de esquerda", que disputa votos com Lula e não tem como se colocar no centro. A respeito do governador de São Paulo, lançou uma provocação. "O Doria quer ser candidato a presidente porque sabe que não ganha em São Paulo. Então, já que ele vai perder, é melhor perder sendo candidato à Presidência da República".

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Favorito para presidir a CPI da Covid, contando com o apoio do Planalto e também da oposição, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que os trabalhos de investigação devem ser levados adiante de uma maneira técnica e que a comissão "não é caça às bruxas". Para o senador, a comissão não pode iniciar os trabalhos com acusações prévias sobre a gestão do presidente Jair Bolsonaro, sob pena de isso interferir na isenção que deve marcar a Comissão Parlamentar de Inquérito. "Não podemos começar uma investigação com uma pecha na testa de quem é a favor ou contra o governo. Até agora não tem acusação contra ninguém. Se você chega lá com uma opinião formada para que vai investigar? 'Ah, o fulano é responsável por 20 mil mortes'. A CPI vai fazer o quê? CPI não é caça às bruxas", disse. Aziz também defende que o martelo seja batido em torno de seu nome por consenso no colegiado. "O que nós temos que fazer, os 11 titulares que vão escolher o presidente, é chegarmos unificados, para que não passe para a sociedade brasileira a ideia de que há um grupo pró-governo ou um contra governo. Não pode ser dessa forma”.

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