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Sem-terra amea�am ocupa��es e cobram defini��es no Incra/AL

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ARNALDO FERREIRA A indefinição do Partido dos Trabalhadores (PT) e da tendência Democracia Socialista (DS) para indicar o substituto do ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/AL) irritam os movimentos sociais de Trabalhadores Rurais Sem Terra. As lideranças da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTTL) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) já falam em recrudescer a luta agrária, com novas ações de ocupação de terras e até a própria sede do Incra. ?O ano de 2004 vai ser de luta. Vamos voltar às ocupações como forma de pressionar a implementação do Plano de Reforma Agrária e as definições no Incra de Alagoas?, afirmou o coordenador estadual da CPT, Carlos Lima, ao acrescentar que os movimentos sociais não querem assentamento de famílias, como fez o ex-presidente Fernando Henrique. ?Queremos reforma agrária com estrada, escola, assistência técnica e financiamento agrícola?, avisou Lima. Há 10 dias, o engenheiro Mário Agra surpreendeu os movimentos sociais ao anunciar a sua saída do Incra por divergências técnicas e políticas com a sua tendência no PT, a DS. Hoje, os movimentos sociais não pensam em indicar nomes para o Incra. ?Queremos um novo superintendente com o mesmo perfil de Mário Agra: que conheça a luta agrária, as lideranças dos movimentos, tenha trânsito com os movimentos sociais e com as autoridades?, frisou. Uma das coordenadoras estaduais do MST, Terezinha Vital da Silva, também confirmou que ?este ano será de luta: com ocupações e cobrança das autoridades que prometem fazer a reforma agrária, mas não tiram os projetos do papel?. Um dos líderes da DS, o vereador Thomaz Beltrão, disse reconhecer que a ?luta pela reforma agrária é essencial. As pessoas, as lideranças dos movimentos sociais têm de continuar cobrando, senão a reforma agrária não anda?. Mas ao ser questionado sobre qual nome sua tendência indicaria para ocupar o lugar de Mário Agra, disse que não sabia como responder à pergunta dos movimentos sociais e responsabilizou: ?Hoje, o que vier a acontecer no Incra é de responsabilidade de Mário Agra, porque ele não oficializou a saída?. Porém, garantiu que o PT já discute a questão e não deverá demorar na solução da crise do Incra. O superintendente em exercício do instituto, Jorge Tadeu, conversou com o coordenador Estadual do MST, José Roberto; com o coordenador da CPT e com lideranças do MTL. Ele remarcou reuniões de avaliação da reforma agrária para fevereiro, ?quando deveremos ter um novo superintendente?. Tadeu pediu calma às lideranças dos movimentos sociais. ?Sei que é difícil pedir paciência, calma para as famílias que esperam há mais de cinco anos pela terra. Vivemos um momento confuso e de novas definições na administração do Incra ?. Apesar da crise na autarquia, Jorge Tadeu garante que as atividades da repartição não estão paralisadas. ?Estamos trabalhando para que a maioria dos processos iniciados em 2003 tenha desfechos em 2004?, frisou.

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