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Ex-ministro critica governo Lula na �rea da educa��o

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Brasília ? O ex-ministro da Educação e senador Cristovam Buarque (PT-DF) disse ontem, em Brasília, que levou diversas idéias ao presidente Lula e à cúpula do governo, mas a maioria foi rejeitada com o argumento de que era preciso mudar a Constituição - entre elas, a de colocar na escola toda criança de até quatro anos. ?Se a gente reforma a Constituição para tirar direito de velhinhos e aposentados, por que não reforma para dar direito a crianças??, questionou, em referência às alterações previstas na reforma da Previdência. De maneira crítica ao governo federal, Buarque apontou seu comportamento ?polêmico e contestador? como possível motivo para seu afastamento do cargo. As declarações do ex-ministro foram dadas no Ministério da Educação, onde ele se reuniu por cerca de meia hora com o próximo titular da pasta, Tarso Genro. O encontro serviu para troca de informações sobre os projetos na área. Capitanias O ex-ministro disse também avaliar que seu sucessor, Tarso Genro, que ocupava o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, irá desempenhar melhor seu papel de ministro porque ?tem mais acesso ao Palácio [do Planalto]?. Para Buarque, ainda existe no país o velho sistema de capitanias hereditárias, separando os incluídos dos excluídos ?o sistema vigorou no Brasil colônia e dividia o país em capitanias, cujas administrações ficavam dentro da mesma família. ?Há uma disputa entre incluídos e excluídos nesse país. Esse país precisa derrubar as cercas que existem entre analfabetos e educados, sem-terra e latifundiários (...). Esse país continua sendo um país de capitanias hereditárias?, afirmou. Frustração Cristovam Buarque disse que sente um misto de frustração por não ter realizado seu trabalho e de alívio, porque acabaram as especulações sobre sua saída. Citou como uma das causas de sua frustração não ter concluído a reforma no provão. Segundo ele, a última portaria mudando o sistema de avaliação das universidades seria assinada hoje (ontem). A portaria colocaria fim ao provão e em seu lugar criaria o Ides (Índice de Desenvolvimento do Ensino Superior), formado pelos critérios de aprendizagem, corpo docente, capacidade do curso e responsabilidade social do estabelecimento de ensino.

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