loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Novo senador do PMDB ter� mandato cassado

Ouvir
Compartilhar

Brasília - O senador Mário Calixto Filho (PMDB-RO), 57, empossado na segunda-feira passada no Senado na vaga de Amir Lando (PMDB-RO), novo ministro da Previdência, terá curta - e constrangedora - passagem pela Casa. Ao descobrir que os direitos políticos de Calixto estão suspensos, em conseqüência de condenação criminal pelo (Supremo Tribunal Federal (STF), a Mesa Diretora do Senado anunciou ontem que seu mandato será cassado. A cassação deverá ser formalizada na próxima semana por um ato da Mesa, que não precisará ser submetido ao plenário. A decisão abrirá vaga para o segundo suplente de Lando, o médico Elifas Paulo da Silva (PMDB-RO), 57. Ele é dono de uma clínica médica em Cacoal (476 km de Porto Velho) e responde a 17 processos na Justiça. ?Esses processos são normais. A medicina tem seus riscos?, disse Silva. O Senado não havia recebido até ontem a comunicação oficial da condenação criminal de Calixto pelo STF em outubro de 2003, em sentença definitiva, a um ano de detenção. O crime foi descumprimento de decisão da Justiça Eleitoral - ele teria se recusado a permitir que um adversário político exercesse direito de resposta em seu jornal. A Mesa foi informada da decisão do STF extra-oficialmente, por fax enviado ao gabinete do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), do ofício do presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia, desembargador Eliseu Fernandes de Souza. Em outro fax está a decisão do juiz eleitoral João Luiz Sampaio determinando que o TRE tome as providências para a suspensão dos direitos políticos de Calixto. Calixto Filho afirmou ontem desconhecer que seus direitos políticos estavam suspensos. Ele atribuiu as acusações a ?perseguições políticas??. O ministro da Previdência, Amir Lando, disse que teve de aceitar Calixto como seu primeiro suplente para o Senado por pressão interna do partido no Estado. Segundo o ministro, a imagem que o empresário tem no Estado o prejudicou nas eleições. Outro problema Já o novo líder do PMDB na Câmara, deputado José Borba (PR), sofreu processo de cassação em 1998 por ter votado, pelo menos três vezes, no lugar do então deputado Valdomiro Meger (PFL-PR). A cena foi flagrada pela TV Senado. O pedido de cassação de ambos chegou a ser aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa mas eles acabaram punidos apenas com uma censura por escrito pela Mesa Diretora. À época, Borba era do PTB. Em 2001, nova acusação contra Borba: o ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luís Antônio Paolicchi, que teria desviado cerca de R$ 74 milhões dos cofres do município, acusou seis parlamentares, além do ex-governador Jaime Lerner, de terem usado parte desses recursos em suas campanhas eleitorais. Um desses parlamentares era José Borba.

Relacionadas