Política
PT realiza debate, mas n�o empolga milit�ncia
MARCOS RODRIGUES O segundo debate do Partido dos Trabalhadores, antes das prévias do partido que acontecem sábado, não empolgou a militância. Cláudia Amaral e o deputado Paulo Fernando dos Santos falaram para um público inferior ao do encontro da semana passada. A tendência Articulação de Esquerda não compareceu ao debate para anunciar quem apóia na disputa. Passaram à noite reunidos. A pré-candidata Cláudia Amaral voltou a repetir suas críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Para ela, até agora o presidente ainda não implementou o programa do partido. As alianças do governo para viabilizar as duas reformas também não escaparam de suas críticas. ?Sei que com a eleição do Lula nós não ganhamos o poder, apenas a eleição, mas ele está em disputa, por isso temos que trazê-lo para o lado dos trabalhadores. Digo isto porque a cada dia ele se afasta do programa do partido?, falou Cláudia. Ela foi a primeira a falar. Diante da militância, fez questão de destacar que sua candidatura ?é pra valer? e que conta com o apoio de três tendências: Democracia Socialista; PT de cara própria e O trabalho. ?Nossa candidatura está ganhando força?. Já o deputado Paulão fez o caminho contrário. Defendeu o governo de forma veemente. Para ele, o governo só avançou por conta das composições, mas isso não significa que perdeu a sua direção. ?O governo tem projeto e já demonstra isso. Além disso, mantém uma correlação de forças necessárias para sua continuidade. E isso tem que ser observado de forma amadurecida no processo?, explicou o deputado. O deputado também não perdeu a chance de alertar para a possibilidade do partido em Maceió encolher no processo eleitoral. ?Sou pré-candidato porque defendo uma candidatura própria para o partido. Se perder, aceito a decisão, mas temo que no meio do caminho possamos perder espaço e ficarmos na posição de vice?, disse. Para a eleição de amanhã, o partido segue dividi-do. Mesmo com a aglutinação de forças, provenientes das tendências, são os independentes que definirão o quadro final. Mas não está descartada a possibilidade de uma grande abstenção. Além disso, só vota quem estiver recadastrado.