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Pol�cia pede pris�o de cinco acusados de emboscar Ferro

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ARNALDO FERREIRA MARCOS RODRIGUES RÓDIO NOGUEIRA O delegado regional de Palmeira dos Índios Rosilvado Vilar, encaminhou, ontem, à juíza Iva Bernadete Nunes, da comarca de Cacimbinhas, responsável também pelo município de Minador do Negrão, o pedido de prisão temporária do fazendeiro José Nilton Cardoso Ferro e dos filhos do fazendeiro: Valdeck, Wando e Wagner Cardoso Ferro e do sobrinho Jackson Cardoso. Os cinco são acusados de participarem, no último sábado, do atentado contra o deputado Cícero Ferro e seu motorista, José Maria Ferro, que foram internados no hospital Arthur Ramos. O governador Ronaldo Lessa (PSB) em entrevista coletiva, ontem, considerou que o episódio está restrito à família Ferro. Mas demonstrou preocupação com a situação. Num desabafo, Lessa pediu: ?qualquer parlamentar que esteja prejudicando a construção da paz ou envolvido em crimes, eu peço que se retire da bancada para que eu não bote para fora?. Por volta das sete horas da manhã, o secretário de Defesa Social, delegado Robervaldo Davino, e o diretor do Departamento de Polícia Central, Roberto Lisboa, fizeram para o governador um balanço das investigações sobre a emboscada contra o deputado e comunicaram que já tinham encaminhado à Justiça o pedido de prisão preventiva dos acusados, que são primos de Cícero Ferro. ?Nós temos a identidade de nove pessoas envolvidas que foram reconhecidas pelas duas vítimas. Mas, por enquanto, pedimos a prisão temporária de cinco acusados?, disse o secretário Robervaldo Davino, ao repetir que o crime tem motivação política. Arma ilegal No fim da manhã, circularam rumores de que o motorista do deputado, José Maria Ferro, seria processado por porte ilegal de arma. A versão que vazou dos próprios bastidores da polícia foi negada pelo diretor de Polícia Central. ?O motorista do deputado, em depoimento à delegada de plantão Maria Angelita, prestado no sábado, disse que estava desarmado. Contou que na hora do tiroteio a sua preocupação era sair do fogo cruzado e proteger o patrão?, adiantou o delegado Roberto Lisboa. Porém, o motorista ainda não está livre de ser processado por porte ilegal de arma. ?José Maria prestou depoimento ainda sedado, no hospital. Por isso, teremos de ouvi-lo novamente?, disse Lisboa. Com relação ao deputado Cícero Ferro, que antes de ser operado dissera a deputados e familiares ter trocado tiros com os que o emboscaram, também poderá ser processado por porte ilegal de armas. Mas o seu depoimento ainda não tem data definida. ?O deputado passa por um momento delicado. Vamos aguardar ele sair da UTI, se recuperar para depois marcar a data de seu depoimento?, adiantou o secretário de Defesa Social. Com relação ao porte de arma do deputado, Robervaldo Davino mostrou cautela. ?Existem situações de permissão de porte de arma para algumas categorias. Vamos ver se o deputado está nesta condição; eu tenho dúvidas?. Já o delegado Roberto Lisboa observou que se a arma usada pelo deputado não for registrada, ?Cícero Ferro poderá ser processado por porte ilegal?. As diligências para tentar localizar a família de José Nilton contam com cerca de 50 homens operacionais de grupos especiais das polícias Civil e Militar de Alagoas, além da ajuda da Polícia Federal e da Polícia de Pernambuco.

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