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Política

Lula quer rapidez no socorro �s v�timas no NE

Brasília – Depois de ter feito piada com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmando terça-feira, no Palácio do Planalto, que ele “havia fugido da chuva para não morrer afogado”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse  ontem “e

Por | Edição do dia 05/02/2004 - Matéria atualizada em 05/02/2004 às 00h00

Brasília – Depois de ter feito piada com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmando terça-feira, no Palácio do Planalto, que ele “havia fugido da chuva para não morrer afogado”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse  ontem “emocionado”, ao visitar Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), cidades atingidas pelas enchentes no Nordeste. Aos desabrigados, Lula prometeu dar “ajuda necessária” e afirmou que “a situação vai melhorar”. O presidente da República prometeu providenciar, “com a maior rapidez”, água potável, comida e medicamentos para os habitantes dos municípios do Nordeste atingidos pelas chuvas, além da recuperação de vias de acesso para as cidades que atualmente se encontram isoladas. Essa é, segundo Lula, a “obrigação mínima” do governo federal. Quanto à recuperação de casas destruídas ou danificadas, o presidente disse que os desabrigados precisarão esperar. “Seria uma irresponsabilidade colocar um cimentozinho e dizer que o problema já está resolvido. Aí chega março e tem outra chuva e vocês vão perceber que a coisa não estava arrumada”, reforçou. Acompanhado de seis ministros e dos governadores da Bahia, Paulo Souto (PFL), e de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), Lula sobrevoou ontem de manhã os municípios de Juazeiro e Petrolina, na divisa dos dois Estados, que foram alagados pela cheia do rio São Francisco. Depois, o presidente e sua comitiva visitaram duas escolas (uma em cada cidade) que atualmente servem de moradia para desabrigados. Reconstrução Ao discursar no colégio Santa Luíza, em Petrolina, Lula calculou que precisarão ser reconstruídas cerca de 50 mil casas para desabrigados. Segundo ele, essas famílias terão prioridade no programa de construção de casas populares da Caixa Econômica Federal, que prevê a construção de 6 milhões de moradias nos próximos anos. O presidente disse que o governo não vai reconstruir casas em beiras de córregos e rios e sim negociar com governadores e prefeitos a doação de terrenos em áreas que não ofereçam riscos. O ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) afirmou que essas enchentes são as piores desde 1910. Segundo ele, 117 mil pessoas foram desabrigadas em 15 Estados. Ele afirmou que o governo federal já distribuiu 70 mil cestas básicas e 2,5 toneladas de medicamentos. O ministro Anderson Adauto (Transportes) afirmou que os estragos em rodovias federais no Nordeste, no Mato Grosso do Sul e no Paraná somam R$ 40 milhões. Ele autorizou a liberação imediata de recursos para rodovias interditadas na região visitada ontem e disse que mais recursos serão anunciados depois da reunião ministerial de sábado. O ministro Roberto Rodrigues (Agricultura) afirmou que, até agora, as águas destruíram cerca de 10% da produção agrícola irrigada dos dois municípios – principalmente uva e manga. Reforço de diques Em Teresina, no Piauí, onde esteve no período da tarde, o presidente Lula anunciou, ao visitar 34 famílias de desabrigados alojadas no Ginásio de Esporte Pato Preto, que amanhã começa a discutir uma forma de reforçar o dique do rio Poti/Parnaíba, que teve ontem um pequeno rompimento, o que obrigou o deslocamento de moradores ribeirinhos. “Esse dique já começou a ter um probleminha ali na frente. A nossa prioridade agora, e amanhã vamos discutir isso, é saber como vamos reforçar esse dique. Nós vamos ter que discutir como fazer para evitar que as comportas da barragem Boa Esperança estourem. Vamos ter que soltar água, e isso vai encher mais o rio e vai encher mais Teresina”, disse o presidente.

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