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Fiscal da DRT escapou da morte

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O auditor fiscal do Trabalho em Alagoas, José Álvaro Vieira, é um dos fiscais da DRT/AL que já sofreram ameaças. Por pouco ele não foi assassinado dentro de uma empresa de Maceió. O fiscal chegou a ter um revólver encostado no peito e o empresário por pouco não atirou. ?A Delegacia Regional do Trabalho havia detectado várias irregularidades numa conhecida empresa de vigilância de Maceió. Fui entregar uma intimação ao proprietário da empresa. O empresário, além de me agredir verbalmente, sacou de uma arma, encostou no meu peito e ameaçou atirar?, lembrou o fiscal. ?A maioria dos colegas já passou por momentos difíceis e tem saído de situações muito perigosas?. Os empresários mais agressivos, segundo José Vieira, são os da zona canavieira, os fazendeiros do sertão e administradores municipais de vários pontos que não gostam de receber a fiscalização da DRT. ?Eles nos ameaçam porque sabem que não andamos com segurança e nem armados?. José Vieira admitiu que a maioria dos colegas trabalha preocupada com a falta de segurança e de estrutura operacional. ?Medo a gente sempre tem. Rezo muito para não acontecer com a gente o que aconteceu com os colegas que foram mortos em Unaí?. O Ministério do Trabalho suspendeu a fiscalização nas chamadas áreas críticas. ?Depois das mortes em Unaí, a maioria dos colegas só quer voltar a fiscalizar empresas rurais e prefeituras depois que houver um esquema policial de segurança?. Além da falta de segurança, os fiscais reclamam da falta de estrutura e até de material de expediente para autuar empresas irregulares. (A.F.)

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