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Celso Luiz vai pedir paz no retorno da ALE

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MARCOS RODRIGUES O presidente da Assembléia Legislativa, Celso Luiz (PSB), revelou que, no retorno dos trabalhos do Poder, vai pedir paz para os deputados da base aliada do governo num encontro. O recesso na ALE está previsto para acabar no próximo dia 16. A preocupação de Celso é que o episódio ocorrido com o deputado Cícero Ferro, alvejado com quatro tiros por seu primo e adversário político, incentive mais atos de pistolagem em outras áreas do Estado. ?A gente torce e pede que as próximas eleições sejam de paz. Na volta aos trabalhos, a gente vai se reunir para discutir isso e torcer para que a paz reine em nosso Estado?, explicou o deputado. Ele admitiu que está preocupado com a possibilidade de que os conflitos possam, inclusive, atingir seus redutos eleitorais. ?Estou preocupado especialmente com a situação de Dois Riachos e São Luiz do Quitunde, onde tenho candidatos e base política, e tive a chance de comunicar isso ao secretário de segurança?, explicou o presidente, lembrando, também, do município de Batalha. Sigilo Sobre o sigilo que vem sendo mantido pela Secretaria de Justiça e Defesa Social em torno das investigações do ?Caso Cícero Ferro?, Celso considerou normal e acredita que faz parte do trabalho da polícia. Para ele, o mais importante é que se chegue aos responsáveis pelo atentado. ?A secretaria está realizando várias diligências, inclusive com policiais de outros estados. Agora só nos resta aguardar o desenrolar dos trabalhos. O sigilo da polícia eu entendo como uma forma de preservar os trabalhos?, ponderou Celso. Desde que soube do atentado contra o deputado Cícero Ferro, ele vem confiando nas ações determinadas pelo governo do Estado para capturar os responsáveis pelo crime. Governo Tanto Celso quanto o governador Ronaldo Lessa (PSB) estão procurando minimizar o clima de insegurança existente no interior do Estado depois dos tiros disparados contra Ferro. Ambos tentaram, na semana passada, reduzir o problema do município de Minador do Negrão e a uma disputa localizada e familiar. Para Lessa, o mais importante é a prisão dos autores dos disparos, para coibir o avanço de outras tentativas de assassinato na disputa pelo poder. Mas ele se contradiz ao admitir a possibilidade de, ?a qualquer momento?, também convocar a Assembléia para apresentar aos deputados a necessidade de manter o clima de paz no Estado. O governador sabe que é importante que seu governo não seja marcado pela violência e, principalmente, pela impunidade. ?A punição tem que ser exemplar?, afirmou. Antes, porém, no seu primeiro dia de trabalho, depois do recesso de um mês, falou à imprensa que ?o parlamentar que estiver envolvido com violência, que saia da base antes que ele peça a saída?. Mas o maior prejuízo para o governo seria o comprometimento da imagem do Estado, principalmente, no momento de maior fluxo turístico que Alagoas vem vivendo. A lotação dos hotéis inclui não só estrangeiros, mas visitantes do sul do País. Mapeamento Para o vice-presidente da ALE, deputado Francisco Tenório (PPS), o problema da violência existe e tem que ser encarado de forma concreta. Ele defendeu que o aparelho de segurança do Estado possa pontuar em que regiões existem problemas. ?É importante que se possa mapear onde estão existindo focos de problemas e onde a disputa promete ser mais acirrada. Porque onde o Estado se ausenta, a violência se estabelece. Além disso segurança é um direito do cidadão e um dever do Estado?, refletiu o parlamentar. O deputado fala com a experiência de delegado licenciado do cargo desde que assumiu uma cadeira na ALE. Ele também é o representante do poder no Conselho Estadual de Segurança. Lá, defendeu na semana passada, que o pedido de segurança do pré-candidato a prefeito em São Luiz do Quitunde, Cícero Cavalcante, seja avaliado por uma comissão competente. Segundo Cícero, sua vida corre perigo por conta dos embates que já mantém desde que anunciou sua pré-candidatura. Retomada O atentado sofrido pelo deputado Cícero Ferro reacendeu a discussão que sempre marcou a história do Estado: a relação direta entre violência e política partidária. A diferença é que tanto o Poder Legislativo quanto o Executivo vem dando sinais de que querem debater o tema.

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