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Pedido de pris�o de seguran�a de deputado � reapresentado hoje

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PLINIO LINS O pedido de prisão temporária do policial civil e vereador em Coruripe Jesse James Vieira Neto, suspeito de participação no seqüestro, assassinato e ocultação dos cadáveres do vendedor de jóias José Cerqueira e do motorista Magelo da Silva será reapresentado hoje de manhã, pela Polícia Civil, à Justiça em Coruripe, para ser analisado e despachado num prazo de 24 horas. A decisão foi tomada ontem à noite, após reunião do secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Geraldo Tenório, na sede do TJ. José Cerqueira e Magelo da Silva foram seqüestrados e assassinados em Coruripe, em agosto do ano passado. Suas ossadas foram encontradas em novembro, num canavial em Coruripe, e a identificação foi feita com exames da DNA. Cerqueira havia ido de Arapiraca a Coruripe, segundo disse à família antes de viajar, para cobrar dívidas de pessoas a quem vendia jóias. Entre essas pessoas estaria o deputado estadual João Beltrão (PMDB), que admite ter comprado jóias dele, mas nega qualquer vinculação com o duplo crime. Jesse James trabalhava, na época, como segurança do deputado João Beltrão. Depoimentos de testemunhas ligam o policial-vereador ao crime, junto com outro assessor de Beltrão, o PM Nailton Ferreira da Silva. Os delegados que presidem o inquérito informaram que também devem pedir a prisão temporária do PM Nailton. Juiz-substituto O pedido de prisão temporária de Jesse James Vieira Neto foi feito no dia 27 de janeiro, fundamentado em nove páginas. O delegado Marcílio Berenco, que preside o inquérito, foi a Coruripe, na sexta-feira, 30 de janeiro, para entregar o documento ao juiz-substituto da Comarca de Coruripe, Luciano Américo Galvão Filho. A GAZETA DE ALAGOAS apurou que o juiz Galvão não quis receber o pedido quando o delegado tentou entregá-lo em mãos, no dia 30. O magistrado teria argumentado ao delegado que, como era seu último dia útil como juiz-substituto da Comarca, preferia deixar que o juiz titular, Carlos Henrique Pita Duarte, tomasse para si o caso, que envolve o deputado João Beltrão. O delegado Berenco, por sua vez, não protocolou o pedido em nenhum dos dois ofícios da Justiça de Coruripe, como provam certidões obtidas pela GAZETA DE ALAGOAS. Assim, para efeito da Justiça, o pedido de prisão, que teria sido ?entregue? há 12 dias, ao juiz Galvão ? conforme informava o delegado Berenco ? oficialmente não existe, embora o magistrado tenha tomado conhecimento dele. O juiz titular Carlos Henrique Pita Duarte, que reassumiu suas funções na terça-feira, dia 3, disse que ?desconhecia? qualquer solicitação formal de prisão. Por isso, outro pedido ? provavelmente com o mesmo teor do original ? terá de ser formalizado e protocolado na Comarca de Coruripe, o que será feito hoje, para apreciação do juiz Pita. Essa orientação foi transmitida ontem à noite ao secretário Robervaldo Davino pelo desembargador-presidente do TJ, Geraldo Tenório.

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