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Motorista presta novo depoimento no Tigre

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O motorista José Maria Ferro prestou um segundo depoimento à polícia, ontem pela manhã, na sede do grupo especial Tigre, no bairro do Farol, em Maceió, sobre o atentado que ele e o deputado Cícero Ferro sofreram em Minador do Negrão. O depoimento durou cerca de duas horas e foi a pedido do próprio motorista, que disse ter mais informações para prestar às autoridades. O dado novo que o motorista revelou foi o que a GAZETA DE ALAGOAS antecipou em sua edição do sábado, 14: José Maria disse que o presidente da Câmara Municipal de Minador, Jacó Cardoso Ferro, também participou da tentativa de assassinato. O motorista, que é primo de Cícero Ferro, seria ouvido na sexta-feira, 13, mas o depoimento foi cancelado porque houve vazamento da informação. Ontem pela manhã, chegou a ser noticiado que ele seria ouvido às 15 horas, quando na verdade já estava definido que isso aconteceria mais cedo. José Maria, acompanhado pela esposa, foi ouvido pelo delegado regional de Palmeira dos Índios, Rosivaldo Vilar. Aviso Segundo o motorista, quando ele e o deputado passaram pelo centro de Minador no dia das emboscadas, o vereador Jacó Ferro estava em um carro próximo de outro veículo onde estava o fazendeiro José Nilton Cardoso Ferro, até agora suspeito número 1 e procurado pela polícia. ?O vereador Jacó Ferro estava junto do carro do Zé Nilton; quando a gente passou, ele, o Jacó, fez sinal avisando ao Zé Nilton que o deputado estava indo para a fazenda?, disse José Maria em seu depoimento. Apesar de falar por mais de duas horas, o motorista praticamente repetiu o primeiro depoimento, acrescentando o fato sobre o presidente da Câmara. Foi demorado também porque ele teve que contar de novo os detalhes de como conseguiu se livrar duas vezes dos pistoleiros que tentaram matá-lo junto com Cícero Ferro. Arma O motorista reafirmou que ele estava desarmado na hora do atentado. Confirmou também que o deputado Cícero Ferro usava uma pistola 380, registrada. Com essa arma, o deputado chegou a reagir aos pistoleiros, na tentativa de se defender. Em função dos tiros que levou, José Maria está com a mão direita imobilizada e não pôde assinar seu depoimento, o que foi feito por duas testemunhas. O delegado Rosivaldo Vilar disse que o depoimento acrescentou pouco, ?a não ser que ele viu o vereador na cidade?. Segundo o delegado, a polícia vai pedir à Justiça a prisão de mais uma pessoa, de quem ele não quis revelar o nome, alegando ?sigilo da investigação?. Até ontem, a Justiça havia decretado a prisão de cinco suspeitos ? José Nilton, seus dois filhos e dois sobrinhos. Rosivaldo Vilar afirmou ainda que a polícia espera prender logo os suspeitos, ?ou que eles se entreguem?. (CG)

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