Política
PT far� ato nacional em desagravo a Jos� Dirceu
Na tentativa de afastar a sombra do caso Waldomiro Diniz sobre o governo, a Direção Nacional do PT vai realizar um ato nacional de desagravo ao ministro José Dirceu (Casa Civil) e de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento, previsto para o próximo dia 3, em Brasília, será uma demonstração de força do partido, que pretende trocar a posição defensiva e sair para o ataque. Serão convocados prefeitos, governadores, parlamentares e ministros petistas, bem como aliados do governo federal. Nos Estados, atos paralelos deverão reforçar a orientação nacional do partido. Os diretórios municipais e estaduais foram convocados a realizar manifestações e eventos públicos de apoio a Dirceu e ao governo federal, abalados pelo caso Waldomiro Diniz, o ex-subchefe da Casa Civil flagrado em 2002 negociando dinheiro para campanhas eleitorais com empresário ligado ao jogo do bingo. A orientação para os petistas é ?defender o patrimônio ético do partido? e relacionar o caso Waldomiro a uma tentativa de partidos adversários, principalmente PSDB e PFL, em usar o episódio para enfraquecer o PT na disputa pelas prefeituras em 2004. ?Vivemos um clima de enfrentamento político. Eles [os adversários políticos] se revelaram quando disseram que o interesse é [a eleição municipal de] 2004. O PT não vai deixar que o seu patrimônio ético seja vilipendiado. Vamos para a ofensiva?, afirmou José Genoino, presidente nacional da legenda. A idéia do ato partiu do prefeito Marcelo Déda (PT) e foi encampado pelo Diretório Nacional. ?Será um ato de defesa do governo federal e de solidariedade a José Dirceu?, disse Genoino, que afirmou ser ?inegociável? a saída do ministro da Casa Civil. Ingenuidade Para Genoino, Dirceu cometeu um ?erro político? ou agiu com ?ingenuidade? ao confiar em Waldomiro, tido como o homem forte do ministro. ?Mas Dirceu não cometeu nenhuma irregularidade e a maneira como ele está sendo atacado é inaceitável?, frisou o presidente nacional do PT. Na semana passada, Dirceu defendeu seu afastamento temporário para preservar o governo. O presidente Lula não aceitou, apesar de não descartar essa hipótese.