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Governo vai investigar mortes de beb�s em UTI

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A morte de bebês na UTI Neonatal do Hospital Universitário, bem como as condições de vida das mães internadas na maternidade, será investigada pela Secretaria Estadual da Saúde. A determinação foi anunciada ontem pelo secretário Álvaro Machado, durante a reunião do Comitê Estadual de Redução de Mortalidade Infantil. O objetivo é definir medidas de saúde pública que possam reduzir o problema. Em fevereiro, foram registrados 16 óbitos na unidade hospitalar que atende gestantes de alto risco de todos os municípios alagoanos. O número, embora não possa ser tomado ainda como estatística, na avaliação do comitê, aponta para um aumento da média registrada no ano passado, que foi de 10 óbitos por mês. O secretário afirmou que pelo menos dois casos dos óbitos recentes resultaram de partos domiciliares, um deles gemelar, prematuro, com baixíssimo peso e de gestante de alto risco. A metodologia da apuração das causas deve levar em consideração entrevistas com as mães, coleta de dados sobre o histórico de cada uma e da gestação, condições em que os bebês nasceram e a análise dos prontuários. Assim, a secretaria espera identificar e quantificar um dos maiores problemas que enfrenta a maioria das gestantes carentes de Alagoas: a não realização do exame pré-natal completo. Álvaro Machado acredita que a maioria dessas mortes poderia ser evitada se fosse cumprido um calendário de visitas regulares ao obstetra, vacinas e cuidados básicos durante a gestação. Ele admite que pode estar havendo falhas na busca dessas mulheres por parte dos agentes de saúde e diz que isso também deve ser apurado. ?É inadmissível que em municípios onde há uma cobertura de 100% do Programa Saúde da Família (PSF), gestantes não façam o pré-natal?, observa o secretário. Disque 192 Destacando que o parto domiciliar agrava os riscos de morte para a mãe e o bebê, Álvaro Machado solicitou a contribuição da imprensa na divulgação do serviço móvel de atendimento às gestantes, pelo telefone 192, como aliado para ajudar parturientes da grande Maceió a chegarem à maternidade antes do parto. Ele anunciou, ainda, o ?protocolo do parto?, um instrumento produzido por uma equipe multidisciplinar para organizar a assistência ao parto no Estado. Por ele, seria criada uma espécie de agendamento, com base nos exames de pré-natal, de forma a distribuir o atendimento de maneira mais equilibrada, entre as unidades maternais do Estado. Atualmente, existem 15 leitos de UTI Neonatal divididos entre o Hospital Universitário e Maternidade Santa Mônica, em Maceió, e seis no município de Palmeira dos Índios.

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