Política
MP que acaba com bingos faz PT consultar os governadores
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do diretório nacional do PT, José Genoino, não querem perder terreno nos Estados por conta da crise gerada por Waldomiro Diniz (acusado de crime eleitoral e tráfico de influência) e também por conta da Medida Provisória (MP) que acaba com os bingos e outros tipos de jogos estaduais. Por isso, a direção nacional do PT começou a consultar as suas bases nos Estados e municípios para saber quantos governadores e prefeitos estariam insatisfeitos com a MP. A consulta em Alagoas é feita pelo secretário de organização do PT Marcelo Nascimento. ?A direção do PT quer saber qual a posição do governador Ronaldo Lessa (PSB) sobre a MP?, confirmou Nascimento. ?A posição do governador foi externada publicamente?, adiantou, ao revelar que enviou para Brasília recortes de jornais com a opinião de Lessa. Nascimento observa que a posição do governador é de apoio ao presidente Lula e ao ministro da Casa Civil José Dirceu. Porém, reconheceu que, ao contrário de Lula, o governador faz a defesa dos jogos. ?Vejo a posição do governador Ronaldo Lessa com muita naturalidade, até porque o governador tem feito declarações de apoio ao presidente Lula?, frisou. Defesa Na última segunda- feira, o governador Ronaldo Lessa fez declarações em defesa do ministro José Dirceu e preferiu evitar a polêmica da oposição que tenta ligar as ações de Waldomiro ao chefe da Casa Civil. Sobre a proibição do jogo do bicho, Lessa considera uma hipocrisia querer se acabar com o jogo no Brasil. ?Nós temos de acabar com o desemprego no País. Temos de encontrar uma solução para a crise social do desemprego. Então, estou do lado dos trabalhadores que lutam pelo emprego?, disse Lessa em sinal de apoio às manifestações promovidas pelos trabalhadores das casas de bingo. ?Se a gente pode dar uma destinação nobre à arrecadação que vem dos jogos, dos bingos, então vou defender esse ponto de vista junto ao presidente Lula, ao ministro José Dirceu e a todas as autoridades?, disse Lessa. (AF)