loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

PF suspeita que Waldomiro Diniz estava sendo vigiado

Ouvir
Compartilhar

Brasília, DF (Agência Folha) - O ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz, acusado de cobrar propina e arrecadar recursos ilegais para campanhas eleitorais em 2002, foi monitorado e gravado por mais de uma vez no Aeroporto de Brasília durante o ano passado. O relatório elaborado pela comissão de sindicância da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) -que apura a responsabilidade de funcionários da empresa nas filmagens de encontros entre Waldomiro e o empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira- encontrou fortes indícios de que o ex-funcionário do Palácio do Planalto estava sendo ?vigiado??. Os indícios se baseiam em conflitos de imagens entre a fita que está em poder do Ministério Público e a que está com a Polícia Civil, que supostamente seriam sobre o mesmo encontro entre Waldomiro e Cachoeira no aeroporto, em que o ex-subchefe recebe uma sacola e segue caminhando pelo saguão do aeroporto. Detalhes diferenciados entre as gravações, no entanto, apontam para a existência de duas ou mais fitas, o que pode significar que Waldomiro estava sendo ?vigiado?. As imagens gravadas pela Infraero teriam sido feitas a pedido de policiais civis. É nesse sentido que as investigações tocadas pela Polícia Federal têm avançado mais: para descobrir os mandantes das gravações. Além dessas imagens, há também uma fita -gravada por Cachoeira e revelada pela revista ?Época? no dia 13 de fevereiro- na qual os dois negociam propina e acertam valores para financiar as campanhas eleitorais em 2002 de Rosinha Matheus (PMDB, na época no PSB) e de Benedita da Silva (PT) ao governo do Rio de Janeiro e de Geraldo Magella (PT) ao governo do Distrito Federal. Depoimento Carlos Braga, que chefiava as operações da Infraero na época, depôs ontem à PF. Durante pouco mais de uma hora de depoimento, Braga confirmou a versão de que dois policiais civis dirigiram as gravações (escolheram o roteiro das câmeras) e um terceiro requisitou a fita dias depois. Braga disse não ter recebido nenhuma solicitação por escrito para permitir o acesso dos policiais civis, que teriam chegado à sala de gravações com autorização de algum superior seu, e que faz parte do procedimento não pedir identificação. O funcionário revelou que foi utilizado o sistema ?multiplex??, pelo qual se acompanha o trajeto de uma pessoa por todo o aeroporto, mobilizando diversas câmeras para registrar o percurso. Esse sistema só é usado quando há interesse ou suspeita sobre algum passageiro. Disse também ser atípico entregar fitas à matriz da Infraero, como ocorreu no caso.

Relacionadas