Política
Pol�cia Federal prende quatro suspeitos de crime eleitoral
MARCOS RODRIGUES A Polícia Federal autuou ontem, em sua sede no bairro de Jaraguá, quatro pessoas envolvidas com a transferência ilegal de títulos eleitorais no município de São Luiz do Quitunde, ao norte da capital. Desta vez, a mudança eleitoral que estava sendo articulada era para a cidade Barra de Santo Antônio. No cartório eleitoral, foram presos Adriana Pereira da Silva, Tatiane Alves da Silva e Alan Vítor dos Santos. Eles já possuíam, inclusive, os títulos, como se morassem em São Luiz e tentavam transferi-los para a Barra. Com eles foi detida ainda Maria Betânia dos Santos. Ela é apontada como sendo a aliciadora dos eleitores para a fraude. Transferência Os quatro acusados estão presos na sede da PF e serão transferidos para o Presídio Cirydião Durval mediante decisão judicial. Segundo informações da assessoria de comunicação da PF, o inquérito deve ser concluído até a próxima semana. A fiança para estes casos só poderá ser atribuída por um juiz. A PF vem monitorando as cidades que têm incidência na prática desta modalidade de crime, que, em sua maioria, atende a interesses de candidatos. Os nomes dos beneficiados com o esquema só poderá ser identificado com o avanço das investigações. Desta vez, entretanto, a prisão no local não foi feita pelos agentes federais, mas sim por funcionários do próprio cartório, que estranharam a movimentação do grupo e deram voz de prisão. Na polícia, Maria Betânia, que foi apontada como responsável pela articulação das transferências, disse que estava no cartório a passeio com suas amigas. Sua versão, porém, não convenceu e ela também foi autuada e responderá a processo. Todos serão enquadrados no Artigo 289 por fraude eleitoral. A pena prevista para estes crimes, considerando os atenuantes, é de até cinco anos de prisão. Segundo Este é o segundo caso envolvendo tentativa de fraude eleitoral na cidade de São Luiz do Quitunde. No mês passado, mais cinco pessoas foram autuadas no mesmo cartório eleitoral com comprovantes de residência falsos. O grupo liderado por Beraldo Corrêa de Oliveira pretendia transferir os títulos para a cidade de Paripueira. Além dele, foram presos na operação da PF Edivaldo da Silva, Luiz Amaro dos Santos, Nerivaldo Alves dos Santos e Edvaldo dos Santos Firmino. Eles chegaram a ser transferidos para o presídio Cirydião Durval e respondem ao processo em liberdade. As investigações da PF ainda continuam no sentido de identificar os beneficiados pela fraude que foi abortada. O desespero dos fraudadores em agilizar as transferências deve-se ao prazo dado pelo TRE, que se expira em maio. Até lá, quem estiver interessado em tirar o título, pela primeira vez (ou transferi-lo), deve comparecer ao cartório eleitoral. Entre os documentos exigidos estão carteira de identidade (original e cópia), certificação de quitação com o serviço militar e comprovante de residência com três meses no novo endereço. No caso de transferência, deve-se ainda apresentar o título anterior.