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Derrotados, carlistas abrem dissid�ncia

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Após a reeleição de José Carlos Aleluia (BA) para a liderança da bancada pefelista na Câmara, o deputado Paulo Magalhães (PFL-BA), que é sobrinho do senador Antônio Carlos Magalhães (BA), declarou que o grupo de 24 deputados que votou em Pauderney Avelino (AM) ficará abrigado em uma dissidência. ?Está aberta uma dissidência. Fiz questão de dizer isso no momento da vitória do deputado Aleluia. Que ficasse patenteado. Nós não seguiremos a liderança do deputado Aleluia?, disse Magalhães. Ele afirmou ainda que os dissidentes não deixarão a legenda. Questão de tempo Sobre a declaração de Magalhães, Aleluia disse que a liderança do PFL será ?firme? na posição que a bancada definiu. Ante a insistência dos jornalistas sobre o fato de Magalhães ter dito que não respeitará as suas decisões, o líder declarou: ?O tempo dirá?. ?O PFL é um só e o que importa é a sua visão institucional?. Questionado se, a exemplo do PT, que expulsou quem votou contra o partido, o PFL também punirá os dissidentes caso eles desobedeçam as determinações da liderança, o deputado foi irônico. ?Nós não pretendemos utilizar a tecnologia petista, porque ela não tem dado resultado, pelo menos nesses últimos tempos?, afirmou. Com a vitória de Aleluia, o PFL fará uma oposição radical ao governo Lula na Câmara. De acordo com um importante deputado pefelista, a vitória de Aleluia enfraqueceu ACM. Esse congressista, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou que foi a vitória do ?PFL ideológico contra o PFL fisiologista?, que não consegue ficar longe das ?benesses? do governo. Manobra Aleluia teve 39 votos na eleição ocorrida no início da noite desta terça-feira. 24 deputados apoiaram o amazonense. Houve apenas um voto em branco. Os ?carlistas? como são chamados os deputados que apóiam ACM, reclamaram que a ala contrária conseguiu votos de última hora com deputados eleitos pelo partido cujos mandatos estavam ocupados por suplentes de outras legendas. É o caso de Carlos Alberto Rosado (PFL-RN), que assumiu a vaga de Múcio Sá (PSB-RN), Osório Adriano (PFL-DF), que substituiu Jorge Pinheiro (PL-DF) e Arolde de Oliveira (PFL-RJ), que assumiu a vaga do suplente Itamar Serpa (PSDB-RJ). Todas as mudanças ocorreram entre a última sexta-feira (5) e ontem. Apelo Apesar da derrota, e de reconhecer o racha no PFL, Avelino apelou para a unificação do partido. ?Há uma divisão e a minha missão é buscar a unidade, fazer com que o partido retome a união?, declarou. Já o deputado Inocêncio Oliveira (PFL-PE), primeiro vice-presidente da Câmara, declarou que Aleluia terá dificuldades para reunificar a sigla na Câmara. ?Foi uma eleição que requer do líder uma certa habilidade para evitar que a bancada se divida ainda mais depois desse episódio de disputa?, disse. Inocêncio cobrou uma postura mais ?responsável? da bancada, criticando, por exemplo, o voto contrário do partido ao projeto que criou o programa do Primeiro Emprego.

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