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Legista viu os casos mais rumorosos

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O médico-legista foi, por muito tempo, testemunha ocular da vida policial de Alagoas, acompanhando de perto casos que marcaram um cenário de violência. Ele exumou todos os mortos da carnificina provocada entre as famílias Calheiros e Omena (no final dos anos 70); ou mais ainda o caso das biólogas do Ibama, assassinadas por um pescador na Praia do Peba (no início da década de 80), e o caso do vereador Renildo José dos Santos, de Coqueiro Seco (em 1992). ?O Duda e eu presenciamos toda a guerra entre as famílias Calheiros e Omena. Foi uma carnificina, desde o Ernesto Calheiros até o Carlos Calheiros, prefeito de Campestre. Parecia que as mortes nunca iriam acabar?, diz Cassiano. Já o caso Renildo foi outro quebra-cabeças até hoje não resolvido. Cabeça cortada ?Foi um caso complexo, pois a cabeça foi achada em Novo Lino e o corpo em uma cidade de Pernambuco. Primeiro veio o crânio e depois o resto do corpo. Até hoje esse caso permanece impune e a cobrança da sociedade é muito grande?, diz o auxiliar de necropsia Manoel Cassiano, que foi a ?sombra? de Duda Calado durante muito tempo. De acordo com Cassiano, hoje empresário do ramo de funerárias, o trabalho naquele tempo era maior, pois a violência também era grande. ?No nosso tempo a situação já era de muita dificuldade e tinha que fazer o trabalho de qualquer jeito. A gente se acostuma com a falta de quase tudo, mas hoje a situação do IML virou uma lástima?, critica. Duda Calado deixou viúva, Auriete Lages Calado, dois filhos, João Aurélio e Lidiana, e cinco netos.

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