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PMDB e PSDB mant�m alian�a no Interior

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MARCOS RODRIGUES A disputa interna do PSB, em Maceió, para a escolha do nome do partido para a sucessão de Kátia Born (PSB), entre Marcos Vieira (secretário das Regiões Metropolitanas) e Alberto Sexta-Feira (prefeito interino), está deixando o partido distante de seus dois aliados para a tentativa de reeleição do governador Ronaldo Lessa, em 2006: Renan Calheiros (PMDB) e Teotonio Vilela (PSDB). Ambos se mantêm fiéis um ao outro no Interior e dividem o apoio a nomes dos dois partidos ou a candidatos que representem o interesse comum das duas legendas. Até agora, nenhum quadro do PSB discutiu objetivamente com os senadores estratégias para a disputa nos municípios. O resultado é que Téo e Renan não perderam tempo e já têm nomes e compromissos firmados em diversos municípios estratégicos. No último carnaval, eles se desdobraram para comparecer às festas promovidas pelos aliados, que literalmente colocaram o ?bloco na rua? ? o que é comum. Em ano eleitoral os festejos misturam folia e política num mesmo ritmo. Mapa Sob o pondo de vista político, esse apoio articulado no Interior é importante, por causa do próximo pleito: a eleição de 2006. Isso porque o que definirá a futura disputa são os apoios que existirão a partir do mapa eleitoral que será formado com o resultado das eleições para prefeito de outubro deste ano. Em boa parte, são os prefeitos que definem a aceitação das candidaturas majoritárias ao governo em seus municípios. É isso que ajuda na hora de os coordenadores de campanha traçarem o leque político para a articulação da disputa. Nesse contexto, Renan sai na frente porque declaradamente vem trabalhando para ser candidato ao governo do Estado. O detalhe é que seu conseqüente apoio à reeleição de Lessa foi costurado visando ao inverso em 2006. Mas se ele sozinho construir bases nos municípios, fica independente, por exemplo, para apoiar ou não Ronaldo Lessa rumo ao Senado. A atual conjuntura já aponta para isso. Em termos nacionais, o PMDB é governo e, além dos cargos, conta com a confiança do presidente Lula. As provas de fidelidade dos peemedebistas foram dadas na aprovação das reformas da Previdência e tributária. O caso Waldomiro Diniz, flagrado negociando propinas para campanha petistas, só reafirmou a atuação de Renan pró-governo. Ele é o principal ?bombeiro? para evitar a instalação da CPI dos Bingos, que no Senado ultrapassou o número mínimo de assinaturas. Ainda assim, contou com o apoio de seu presidente, senador José Sarney (PMDB), para não sair do papel. A estratégia usada foi a não indicação das lideranças, o que agradou à cúpula do governo. Com todas essas demonstrações de compromisso com a governabilidade, hoje o PMDB está mais próximo do PT do que do próprio PSB do governador Ronaldo Lessa. O beneficiado com isso, na capital, pode ser o pré-candidato petista, deputado Paulo Fernando dos Santos (Paulão), que já reafirmou que existe a tendência de seu partido acatar a orientação nacional. Ou seja, na eleição de Maceió a estratégia de aliança seria com os partidos da base do governo Lula. Dentre eles, o mais cobiçado é o PMDB.

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