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MAIS DE 124 MIL JOVENS NÃO FREQUENTARAM A ESCOLA EM 2020 EM AL

Levantamento é do Unicef e número representa um percentual de 17,7% dessa população e é o quarto maior da região Nordeste

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Alagoas possui um total de 699.787 crianças e jovens que deveriam estar frequentando a escola ou de forma remota
Alagoas possui um total de 699.787 crianças e jovens que deveriam estar frequentando a escola ou de forma remota -

Se a situação da educação em Alagoas já não era boa antes da pandemia, ficou ainda pior após o fechamento de escolas para evitar a proliferação do novo coronavírus. Levantamento divulgado nessa quinta-feira (29) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef Brasil) e o Centro de Referências em Educação Integral (Cenpec Educação) aponta que 17,7% das crianças e jovens com idades entre 6 e 17 anos, com Ensino Médio incompleto, não frequentaram a escola em 2020. O percentual é o quarto pior da Região Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia (30,7%), do Rio Grande do Norte (24,9%) e de Sergipe (21,4%). Conforme o estudo, Alagoas possui um total de 699.787 crianças e jovens na faixa etária entre 6 e 17 anos, com ensino médio incompleto, e que deveriam estar frequentando a escola, de forma remota ou presencial, com ou sem pandemia. Mas, desse total, 124.106 crianças e jovens não assistiram a aulas ao longo de 2020. O mesmo levantamento também traz o cenário em Alagoas referente a 2019 e aponta que 4,3% da população com idade entre 4 e 17 anos não frequentava a sala de aula antes mesmo da pandemia. Esse percentual equivale ao quantitativo de 31.922 crianças e jovens, de um universo total de 742.551 pessoas.

BRASIL

Em novembro de 2020, portanto ao final do ano letivo, 5.075.294 crianças e adolescentes de 6 a 17 anos estavam fora da escola ou sem atividades escolares, o que corresponde a 13,9% dessa parcela da população em todo o Brasil. Os estados brasileiros que apresentaram os maiores percentuais de exclusão escolar em relação ao total da população entre 6 e 17 anos estão localizados na Região Norte: Roraima, Amapá, Pará e Amazonas, com percentuais superiores a 30%. O Acre, na Região Norte, o Rio Grande do Norte, a Bahia e Sergipe, no Nordeste, apresentam percentuais acima de 20%. Em nota enviada pelo Unicef ao portal G1, Florence Bauer, representante da entidade no Brasil, destaca que os números fazem um alerta urgente para que ações sejam tomadas para reverter o quadro. “Os números são alarmantes e trazem um alerta urgente. O País corre o risco de regredir duas décadas no acesso de meninas e meninos à educação, voltado aos números dos anos 2000. É essencial agir agora para reverter a exclusão, indo atrás de cada criança e cada adolescente que está com seu direito à educação negado, e tomando todas as medidas para que possam estar na escola, aprendendo”, afirma Bauer.

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