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FUNCIONALISMO TEM REAJUSTE SALARIAL AQUÉM DA REALIDADE

Para sindicatos, governo está devendo 17% de recomposição das perdas salariais da gestão Renan Filho

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Consuelo, do Sinteal: “Na área de educação tem ainda mais desvalorização de profissionais”
Consuelo, do Sinteal: “Na área de educação tem ainda mais desvalorização de profissionais” -

O aumento de 4.75% a título de recomposição salarial para os servidores, na avaliação da presidente do Sinteal, Maria Consuelo, o governo ficará devendo 17% de recomposição das perdas salariais da gestão dele. “Na área de educação tem ainda a desvalorização de profissionais. O pessoal do nível médio recebeu uma pequena correção, com a lei nacional do piso salarial. Com os demais, isto não acontece”. Exemplificou com a situação dos professores aposentados com salários inferiores há R$ 3mil/mês que estão com dificuldade de pagar aluguel, plano de saúde, não come carne vermelha com frequência. Os professores ativos com 20 horas/aula, salário de R$ 1,7 mil, passam por necessidade alimentar. Alguns dependem de cesta básica, revelou. As condições de trabalho também pioraram. Segundo Consuelo, por falta de condições técnicas das escolas para as aulas híbridas ou virtuais, as casas dos trabalhadores agora são salas de aula. Revelou também que os colegas não recebem equipamentos, internet e muito menos apoio técnico do governo. “Como a maioria dos servidores estaduais, a nossa situação é de penúria”. A reforma administrativa em andamento no Congresso Nacional desmonta a máquina pública. Se a reforma passar, o serviço público voltará às condições anteriores à Constituição de 1988, quando os titulares dos cargos políticos nomeavam seus aliados para os cargos de delegados, fiscalização tributária, educação, saúde e até dos setores administrativos. “O clientelismo do político de plantão é quem mandava. É esse o risco que corremos”, avaliou o presidente do Sindicato dos Fiscais de Renda, Irineu Torres, ao destacar que a ameaça é maior no nosso Estado. “Como em Alagoas, tudo o que não presta se copia da pior forma, imaginem o que será se a reforma passar. Então, a gente não tem nada para comemorar nesta data”. Como exemplo de cópia negativa das medidas federais, citou a reforma da previdência, que desconta 14% dos salários de servidores ativos e inativos. “A reforma da previdência do governo Renan é mais perversa que a do governo federal. Os aposentados, pensionistas, os portadores de doenças graves que eram isentos passaram a descontar e hoje enfrentam dificuldades para sobreviver”, criticou Irineu Torres. Com relação ao aumento de 4,75%, destacou o caso dos colegas fiscais de tributos e dos delegados de polícia. Como tem vencimentos acima do salário do governador, estão com os vencimentos congelados desde o início do governo Renan, em 2015. Segundo o presidente do Sindifisco, os demais servidores conseguiram algumas correções. “Nenhum servidor Civil ou Militar de Alagoas teve aumento real de salário. Houve para alguns parte da correção monetária. De 2014 até hoje não houve aumento salarial”, reafirmou Torres ao revelar que “o estado conseguiu redução de quase R$ 2 bilhões de parcela da dívida pública [orçada em mais de R$ 10 bilhões], aumentou a arrecadação tributária e obteve injeções de recursos federais na economia. Enquanto isso, os servidores ficaram à margem do bom desempenho das finanças púbicas”, criticou Torres. “Não temos o que comemorar neste Dia do Trabalhador”, afirmou também, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Ricardo Nazário da Silva. Ao justificar, explicou que “o governo do estado impõe um arrocho severo ao funcionalismo desde 2015. O servidor público não tem nenhum tipo de valorização”. Isto ocorre, segundo o sindicalista, quando o governo oferece baixo percentual de reposição inflacionária, não melhora as condições de trabalho, não faz concurso, impõe desconto de 14% nos salários dos servidores ativos e inativos para a previdência. “Diante de tudo isso, o que temos para comemorar?” A respeito dos 4,75% de recomposição das perdas salariais anunciadas pelo governo, o líder dos 1,6 mil policiais civis disse que “para a maioria dos servidores, e em especial os policiais, efetivamente não terão ganho real. O governo retirou 14% dos salários e quer recompor com menos de 5%. Como é esta conta?”. Pelos cálculos do Sindpol, o governo, em sete anos de gestão Renan, deve ao servidor 22% de recomposição das perdas salariais. Nos últimos dois anos, o Sindicato dos Médicos cobrou do governo do estado e da prefeitura de Maceió concurso público para profissionais da saúde lotados nos quatro novos hospitais e para as Unidades de Pronto Atendimentos hoje geridas por Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) via contrato com a gestão municipal. “Não houve avanços até agora”, criticou o presidente do Sindicato dos Médicos, Marcos Holanda.

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