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Política

RETOMADA DAS AULAS PRESENCIAIS É DISCUTIDA PELO MP ESTADUAL

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Por Jamylle Bezerra | Edição do dia 04/05/2021 - Matéria atualizada em 03/05/2021 às 21h12

Representantes do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL), da Prefeitura de Maceió e da Câmara Municipal estiveram reunidos, nesta segunda-feira (3), para discutir o retorno das aulas presenciais na rede pública de ensino. O órgão ministerial manifestou preocupação com os milhares de alunos que estão fora da sala de aula e ratificou seu posicionamento no sentido de que é possível um retorno responsável que garanta segurança aos alunos e profissionais de educação. Os secretários municipais presentes ao encontro demonstraram o interesse do Poder Executivo no retorno às aulas presenciais e informaram o desejo de ampliar a vacinação no sentindo de imunizar cerca de 5,3 mil professores e trabalhadores da área da Educação de Maceió. “A vontade de retorno das atividades presenciais é justa porque sabemos que as crianças e adolescentes da rede pública merecem respeito ao princípios do acesso universal e manutenção do padrão do ensino, afinal, a educação pública é uma das maiores conquistas civilizatórias da atualidade. Além disso, há muitos deles em situação de vulnerabilidade social em suas casas. Então, vamos discutir com muita responsabilidade esse tema para que o retorno possa se dar com todas as garantias legais e sanitárias”, defendeu o chefe do MPAL Márcio Roberto Tenório de Albuquerque. Na próxima quarta-feira (5), a força-tarefa estará reunida para dar continuidade às discussões. Os secretários de Educação Elder Maia e o coordenador do Gabinete de Gestão Integrada de Combate à Covid-19 Claydson Moura foram convidados a participar. O promotor Lucas Sachsida, coordenador do Núcleo de Educação do Ministério Público, também se mostrou preocupado com a garantia da educação de qualidade aos alunos da rede pública municipal. “Há uma diferença qualitativa inquestionável entre o ensino presencial e aquele ofertado remotamente. Por essa razão, se as condições sanitárias permitem o retorno de diversas atividades, inclusive o ensino nas escolas particulares, também devem as escolas públicas retornar, isso com vistas no respeito ao princípio da equidade. E nós concordamos que os professores são a força motriz da educação e, por isso, o retorno deve obedecer os critérios e protocolos sanitários para sua proteção e também dos alunos. Sobre a vacinação, lembramos que o Plano Nacional de Imunização (PNI) deve ser respeitado”, declarou. O promotor de Justiça com atribuições na área da saúde pública municipal, Luciano Romero, igualmente reforçou que a vacinação precisa seguir o PNI.

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