Política
TURISMO DE NEGÓCIOS TERÁ FATURAMENTO ZERO Antes da pandemia, o faturamento estava alto. Tanto que, em 2018, os hoteleiros recolherem ao erário de Maceió, só de Imposto Sobre Serviço (ISS), R$ 20 milhões. No ano seguinte, mais de R$ 23 milhões. Já no ano passado, por causa da pandemia, caiu para R$ 8 milhões e a previsão para este ano é inferior a R$ 7 milhões. Além da taxa de ocupação baixa, o preço das diárias também despencou. Alagoas, que recebia 25 voos diários no Aeroporto Zumbi dos Palmar
Antes da pandemia, o faturamento estava alto. Tanto que, em 2018, os hoteleiros recolherem ao erário de Maceió, só de Imposto Sobre Serviço (ISS), R$ 20 milhões. No ano seguinte, mais de R$ 23 milhões. Já no ano passado, por causa da pandemia, caiu para R$ 8 milhões e a previsão para este ano é inferior a R$ 7 milhões. Além da taxa de ocupação baixa, o preço das diárias também despencou.
Alagoas, que recebia 25 voos diários no Aeroporto Zumbi dos Palmares, passou a receber dois voos/dia, assim foi até agosto. Em setembro voltou a aumentar e, no auge da temporada do verão, chegou a 12 voos. Caiu novamente. Estava em nove voos e deve chegar, em junho, com dez voos, se o nível de vacinação subir, números de morte e infectados caírem. Segmentos de serviços de apoio como taxistas, feiras de artesanatos, de passeios cobram do governo estadual e da prefeitura, união para acelerar a vacinação e socorro social dos desempregados. A cidade está cheia de pedintes por falta de opção de trabalho. Os núcleos de artesanato pedem cestas básicas e vacinação em massa.
No primeiro semestre deste ano, os levantamentos técnicos do Maceió Convention & Visitors Bureau indicam que o turismo de negócios terá faturamento zero. Situação semelhante ao setor de festas e shows. As agendas de atividades devem apresentar melhoras a partir de agosto, quando ocorrerá o primeiro grande empreendimento, no caso o Encontro Brasileiro do Conselho de Enfermagem. A expectativa é atrair mais de seis mil pessoas de todos os estados. Tudo, porém, dependerá das campanhas de vacinação em massa e do controle sanitário do coronavírus.
Com o início da pandemia, o setor de eventos foi o primeiro a parar as atividades e, pelas projeções, será o último a retomar a agenda de atividades. Quando se fala em eventos, envolvem congressos, encontros, atividades esportivas e sociais como réveillons, carnaval, shows, festas populares. “A Covid-19 exigiu a paralisação de tudo”, disse a diretora técnica MC&VB, Danielle Novis. “Os negócios e eventos não terão faturamento”.
HÍBRIDOS
Por causa da situação mundial do coronavírus, Danielle destaca a nova tendência de eventos híbridos. Esses eventos terão participações presenciais e virtuais. Do ponto de vista econômico, facilitará a participação de palestrantes internacionais, que poderão transmitir conhecimento a distância, sem desqualificar e desvalorizar os eventos. Os participantes também poderão ter acesso aos dois modelos de participação, com custo menor por causa da possibilidade de participação a distância. “A nova tendência dos eventos é virtual e presencial”. O novo modelo de eventos obrigará também os destinos a se qualificarem para os novos tempos. “Quem estiver qualificado tecnologicamente estruturado, com espaços diferenciados, menos custo, terão mais atividades. Esta é uma tendência efetiva”, destaca a do MC&VB. O calendário dos eventos previstos para o primeiro semestre em Alagoas está sendo atualizado pelo MC&VB, com objetivo de transferir para o segundo semestre e/ou para 2022. A depender da política de flexibilização social controlada, das campanhas de vacinação para aumentar a segurança das pessoas e a retomada da malha aérea, será possível trabalhar a captação de grandes eventos. Para o segundo semestre, o turismo de negócio prevê, em agosto, o Encontro Ibero Latino Americano de Cirurgias de Mãos, com envolvimento de diversos países e inicialmente prevê a participação de 500 profissionais qualificados. Em setembro está previsto um encontro nacional de mulheres religiosas, o encontro do Conselho de Enfermagem, o Congresso de Cirurgias Plásticas, Encontro de Entidades da Pestalozzi, entre outros eventos qualificados. Tudo dependerá, entretanto, da política sanitária dos países e das campanhas de vacinação, em especial Brasil, dos estados e municípios. AF
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