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‘SETOR DE TURISMO PEDE SOCORRO E É PRECISO ESCUTÁ-LO’, DIZ COLLOR

Senador ressaltou que segmento foi um dos mais severamente atingidos pela pandemia do coronavírus

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O ministro do Turismo e representantes do setor hoteleiro demonstraram otimismo com a retomada turística no pós-pandemia durante debate no Senado. Em um ano, o setor do turismo do Brasil amarga uma perda acumulada de R$ 270 bilhões e quase 400 mil postos de trabalho formais foram extintos. Diante do crítico cenário e buscando saídas para a retomada deste importante segmento da economia, o presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, senador Fernando Collor (PROS), deu início nessa segunda-feira (10) ao 1º debate do Ciclo de Audiências Públicas para discutir os desafios atualmente enfrentados pelo setor turístico no Brasil. Para o parlamentar, “o setor pede socorro; é preciso escutá-lo”. “No Brasil, o turismo foi um dos setores mais severamente atingidos pela pandemia. Segundo o IBGE, a atividade turística sofreu redução próxima a 80% no país em 2020. O ciclo de audiências públicas que iniciamos se insere nesse cenário triste e preocupante. Propõe-se a colocar em evidência as dificuldades significativas por que passa atualmente a indústria do turismo no Brasil, identificando gargalos históricos, mas também discutindo soluções e encaminhamentos”, expôs Collor durante a audiência.

RETOMADA

O ministro Gilson Machado destacou que a CDR terá um papel importante na busca pelas saídas via Congresso que vão assegurar a retomada do setor. O turismo de natureza, o turismo ao ar livre, é a bola da vez no mundo. E nenhum país tem a vocação [para esse tipo de turismo] que o Brasil tem, nenhum país tem os seis biomas: o Pantanal, o Pampa, a Mata Atlântica, a Amazônia, a Caatinga e o Cerrado. (...) Eu não tenho dúvida de que o mercado do turismo no Brasil, no período pós-pandemia, vai ser um grande motor de desenvolvimento. O governo federal tem atuado para garantir os postos de trabalhos e o retorno desse segmento que foi tão afetado desde o ano passado”, disse o ministro. O presidente nacional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), Manoel Linhares, informou que o setor do turismo representa 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Segundo ele, o turismo perdeu em todo o mundo devido ao coronavírus. Ele disse que a necessidade de isolamento social fechou 80% da hotelaria nacional durante vários meses.

Manoel Linhares defendeu a aprovação, pelo Senado, do projeto de lei que atualiza a Lei Geral do Turismo (PL 1.829/2019). Esse projeto atualiza conceitos e diretrizes do turismo de acordo com as recomendações da Organização Mundial do Turismo (OMT) e de outros organismos internacionais. Para ele, o turismo precisa ser uma política de Estado no Brasil. Collor informou que o vice-presidente da CDR, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), deverá ser o relator desse projeto de lei.

SOBREVIVÊNCIA

O presidente-executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb), Orlando de Souza, afirmou que até agora, devido à pandemia, as empresas que trabalham com turismo no Brasil “estão em período de sobrevivência”. Souza também defendeu a atualização da Lei Geral do Turismo, para, ressaltou ele, modernizar a regulamentação do setor. O diretor de Relação Institucional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH/AL), Milton Hênio Neto de Gouveia Vasconcelos, ressaltou que o turismo ainda está enfrentando um cenário muito difícil em razão da pandemia. Ele disse que o setor hoteleiro é uma das principais fontes de arrecadação de impostos de vários municípios brasileiros. E se disse preocupado, porque os próximos meses podem continuar sendo muito fracos para o turismo no País. Por sua vez, a presidente-executiva da Resorts Brasil, Ana Biselli Aidar, argumentou que o Brasil é um dos países com mais vocação para o turismo. Ela disse que o momento é delicado em razão da pandemia, mas que o horizonte de recuperação é positivo. “Sem dúvida, a geração de empregos vai ser retomada de forma muito rápida. O turismo pode ser um vetor de diminuição de desigualdades no país”, destacou ela.

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