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Nº 5692
Política

ALIANÇAS PRECISAM FICAR MAIS CLARAS, DIZ CIENTISTA POLÍTICO

Quanto ao potencial de votos que o estado de Alagoas representa para uma eventual reeleição de Bolsonaro, o professor e cientista político da Ufal Ranulfo Paranhos afirma é que o percentual é muito pequena. Já em relação às alianças para 2022, elas serão

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 15/05/2021 - Matéria atualizada em 15/05/2021 às 04h00

Quanto ao potencial de votos que o estado de Alagoas representa para uma eventual reeleição de Bolsonaro, o professor e cientista político da Ufal Ranulfo Paranhos afirma é que o percentual é muito pequena. Já em relação às alianças para 2022, elas serão necessárias para garantir algumas reeleições, mas precisam ficar mais claras, isso porque se de um lado Renan Filho tem a máquina para favorecê-lo, por outro há um vácuo na construção de uma aliança do MDB para o governo do Estado. “Quanto à direita, há um conservadorismo em geral porque o Progressistas nunca foi extrema direita e luta pelo pragmatismo e não pela ideologia, assim como Collor. Vale lembrar que, se de um lado os políticos que apoiam Bolsonaro costumam ser mais ideológicos e conservadores, Lira tem seu próprio grupo político remanescente das eleições onde conquistou um terço das prefeituras. E esse grupo tem força para disputar o governo, mas não tem ainda um nome. Ele pensa como grupo e precisa da estrutura do governo federal para mantê-lo”, explicou Ranulfo.

DESAFIO

A união não é algo fácil para a cientista política e professora doutora da Ufal Luciana Santana, por causa de algumas diferenças importantes. Ideologicamente, ela lembra que o presidente Bolsonaro é de extrema direita, enquanto o Centrão é formado por partidos não necessariamente de centro. “São partidos que estão mais à direita que o centro. Eles já têm um alinhamento maior e há de se esperar que já estejam juntos. No caso de Alagoas, não foi a vinda de Bolsonaro que fez o alinhamento com os partidos de direita. Tanto Lira quanto Collor já vinham fazendo isso sendo contrários a Renan. Tem sim um processo em andamento que podem sim viabilizar candidaturas ao governo e tanto para o Senado, bem como para a Câmara”, analisou.

Ela lembra, porém, que esse cenário que os aproxima no momento, por ainda estar distante de 2022, pode sofrer algum revés, pois os partidos do chamado Centrão podem mudar de rota. Isso, entretanto, vai depender do contexto político e econômico. “Se começarem a perceber que o governo Bolsonaro vai naufragar eles têm a mesma força de sair rapidamente e desembarcar. Então, a gente só pode ter qualquer tipo de certeza quando as coligações foram efetivamente apresentadas em meados do próximo ano”, observou Luciana.

Quanto a JHC, ela não imagina que possa estar no mesmo palanque no próximo pleito, por definir que existem na atualidade em Alagoas três grupos distintos: um que vai marchar com Lira; outro com JHC com Rodrigo Cunha e o grupo dos Calheiros.. MR

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