Política
GRUPO POLÍTICO CONTA COM EMPURRÃO DA MÁQUINA FEDERAL
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Sendo assim, com a máquina estadual sem segurança para o pleito, se souber deixar de lado as divergências, as lideranças no palanque com Bolsonaro podem conquistar espaço.
Sem preconceito, com inteligência e método, com o “empurrão” da máquina federal, os recursos para as obras estruturantes, uma parte do eleitorado pode abandonar as promessas feitas aos prefeitos que ora fecham com o palácio por causa dos investimentos que receberam em seus municípios.
Vale lembrar que, nesse quesito, Arthur Lira também é muito forte, uma vez que conquistou também muitas prefeituras. E por elas deverá fazer vários investimentos, seja com a liberação de emendas, seja até mesmo com obras diretas do governo federal. Afinal, também estará em jogo a possível reeleição do próprio Bolsonaro. Ou seja, os interesses de um possível projeto para Alagoas, também passa por uma conquista ainda maior que seria sua manutenção no cargo de presidente.
Ao se referir a Lira, Bolsonaro não poupou elogios, agradecendo até ao seu pai, o ex-senador e atual prefeito da Barra de São Miguel, Benedito de Lira. O afago político demonstrou o quanto no momento ele conta com Arthur para garantir sua governabilidade. “Hoje você está na Câmara pela graça de Deus. Você tem sido excepcional naquilo que o Executivo lhe pede. E digo mais: Executivo e Legislativo não são dois poderes. É um só poder. Um nasceu para o outro. E graças a Deus o Brasil hoje tem Arthur Lira na presidência daquela casa”, declarou alto e bom som Bolsonaro. Assim como ele, o próprio Bolsonaro sabe que também precisará da experiência do senador Fernando Collor, que briga por sua reeleição. Seja pela atuação política, com a capacidade de também lhe dar orientações no difícil jogo da governabilidade, o senador alagoano é peça-chave no xadrez nacional, na qual a primeira jogada passa por Alagoas. “Presidente Collor, prazer redobrado estar em seu Estado ao seu lado”, disse o capitão em seu pronunciamento na capital. Se as expectativas se confirmarem, seu maior adversário no pleito será Renan Filho, que vai tentar se eleger senador. No atual contexto político, em que Bolsonaro está em rota de colisão com o pai, o senador Renan Calheiros (MDB), relator da CPI da Pandemia, que tem como alvo o presidente, não lhe interessa ver Renan Filho chegar a Brasília para formar linha com o pai. Quando teve a chance de falar, Arthur demonstrou maturidade e soube agradar ao presidente e, nas entrelinhas, deixar claro que também tem vocação e articulação para ações do Executivo. Aprendeu com o pai a saber transitar em qualquer terreno político-ideológico e, principalmente, se destacar na liderança. Por isso, enfatizou no discurso o que o presidente mais precisa no momento: se mostrar eficiente. “Governar não é produzir manchetes e buscar a popularidade efêmera e volátil das opiniões públicas que mudam de humor de acordo com as circunstâncias. Governar não é perseguir. Não é surfar nas ondas. Não é buscar a zona de conforto dos holofotes fáceis. Governar é mudar a vida das pessoas como hoje. Dar casa a quem não tem. É transformar a realidade dos que mais precisam”, disse Lira. MR
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