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Política

PAZUELLO ISENTA BOLSONARO DE ERROS OU OMISSÃO NA PANDEMIA

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Por Folhapress | Edição do dia 20/05/2021 - Matéria atualizada em 20/05/2021 às 04h00

Em depoimento de cerca de sete horas hoje à CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tentou blindar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e divergiu de ex-ministros da pasta. A sessão foi suspensa temporariamente por volta das 16h10 por causa de votações no plenário do Senado. Cerca de uma hora depois, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), anunciou que a sessão será retomada somente hoje às 9h30. O senador Otto Alencar (PSD-BA), que é médico, disse que atendeu Pazuello após ele passar mal no intervalo. Pazuello negou que tenha tido um mal súbito. Ao longo da fala, Pazuello buscou isentar Bolsonaro de qualquer eventual erro ou omissão na pandemia e negou ter recebido ordens diretas do presidente em relação a temas específicos como a compra de vacinas contra a covid-19 e o incentivo ao uso da cloroquina e remédios sem eficácia científica comprovada no tratamento da doença. Indagado pelo relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), se a nomeação dele deu-se sob a condição de cumprir alguma ordem específica, como a recomendação de tratamento precoce para a covid-19 com cloroquina ou outro medicamento, Pazuello disse que “em hipótese alguma”. “O presidente nunca me deu ordens diretas para nada”, disse, ao alegar ainda ter se encontrado com Bolsonaro “menos do que gostaria”. Pazuello afirmou que Bolsonaro nunca mandou o Ministério da Saúde desfazer qualquer contrato com o Instituto Butantan para aquisição de doses da CoronaVac. Ele defendeu que “havia uma intenção de compra, então, o presidente não poderia mandar cancelar a compra, porque eu não tinha feito a compra ainda”. Pazuello alegou que não mandou cancelar a intenção de compra.

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