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Política

EM CINCO ANOS, LOCADORAS FATURARAM R$ 8 MI NA PASTA

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Por arnaldo ferreira | Edição do dia 29/05/2021 - Matéria atualizada em 29/05/2021 às 04h00

Com o auditor ganhando indenização extra para usar o próprio carro no desempenho das funções, imaginava-se a redução drástica no gasto da frota que foi extinta há mais de cinco anos e com locação de veículos. Mas, de acordo com o Portal da Transparência, isso não aconteceu. As locadoras que mantêm contrato com a Sefaz faturaram R$ 5,4 milhões de 2017 a 2020. Isso quer dizer que os gastos com locação de 2015 até o ano passado somaram R$ 8.222.851,94, na pasta que deveria ter uma das menores frotas locadas. Além disso, a Sefaz aumentou gastos com a indenização de transporte e alimentação com a maioria os 300 auditores [dentre eles, 82% exercem atividades internas e conforme a lei 7. 973 não teriam direito à gratificação, que é restrita aos 28% dos auditores que exercem atividades de fiscalização externa] em R$ 23.525.894,10. Este ano, até abril, a Sefaz gastou mais de R$ 3.042.840,97 com o pagamento da gratificação especial aos supersalários. Logo, desde 2018 os auditores “faturaram” R$ 26.568.735,07.

Somando os gastos com a frota locada e as indenizações dos auditores, o contribuinte alagoano pagou R$ 34.791.586, 94 para esse grupo de servidores estaduais. Aí, nesse montante, não está computado o salário de R$ 24 mil que recebem mensalmente. Levando-se em conta que a Unidade de Pronto Atendimento do Jacintinho custou R$ 5 milhões, que o governo Renan Filho (MDB) retirou do Fundo de Combate e Erradicação à Pobreza, o montante destinado à frota locada e indenização daria para construir seis UPAs, sem retirar nada do Fecoep para as obras.

Os números dessas despesas podem ser confrontados no Portal da Transparência, revelou o deputado Davi Maia (DEM), um dos que investigam o caso. Sem fornecer mais detalhes das investigações, o parlamentar avalia a situação de outras despesas na Sefaz. Já algum tempo Maia, junto com outros colegas, entre eles o Cabo Bebeto (PTC), investiga despesas milionárias em obras de infraestrutura, da saúde, na educação, turismo que estão paradas ou andam lentamente. AF

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