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AL TEM 5ª MAIOR TAXA DE EVASÃO ESCOLAR DE ADOLESCENTES DO PAÍS

Percentual aferido no Brasil foi de 18% e, em Alagoas, de 22%; a pior situação foi registrada no Maranhão

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Alagoas é o quinto estado do Brasil com maior percentual de adolescentes com 16 e 17 anos fora da escola. Dados do Indicador de Permanência Escolar, lançado nesta segunda (31) pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional), apontam que 22% desses alagoanos haviam abandonado os estudos até 2019. O percentual aferido no Brasil foi de 18%. A pior situação foi registrada no Maranhão, com percentual de evasão de 27%. Matéria publicada na edição desta segunda-feira (31) do jornal Folha de São Paulo ressalta que o indicador aponta que os Estados que ainda continuam sem aulas presenciais, já registravam, mesmo antes da pandemia, as mais altas taxas de adolescentes fora da escola. O menor percentual de evasão escolar entre os entes federados foi registrado no Distrito Federal, com 2%. Logo após aparece Santa Catarina (10%), Rio de Janeiro (12%). O estado do Nordeste melhor classificado é o Ceará, com 18%. A reportagem da Folha destaca que, desde o início da pandemia, especialistas alertam sobre a necessidade de ações para evitar o aumento de alunos que saem da escola. “A suspensão prolongada das aulas e a perda de renda das famílias são a combinação mais perigosa para afastar os jovens dos estudos”, diz trecho da matéria. Diferentemente de outros indicadores, esse dado coloca na conta todos os estudantes que deixaram os estudos. Em geral, os cálculos de abandono escolar só identificam a evasão em relação ao ano anterior. “Com essa nova forma de cálculo, conseguimos identificar todos os jovens que saíram da escola, em qualquer ano que ela possa ter abandonado os estudos. Nesse indicador, temos o acumulado de todos os alunos que perdemos ao longo do caminho”, explica à Folha Ernesto Faria, diretor do Iede. Para Faria, a enorme disparidade encontrada no Brasil é reflexo de um sistema educacional que não atua de forma eficaz para promover a equidade e dar suporte aos mais vulneráveis. “A pandemia atinge de forma mais cruel os mais vulneráveis. Os sistemas educacionais que já tinham problemas mais complexos, como o abandono escolar, tiveram menos capacidade de reação nesse período”, diz Daniel de Bonis, diretor de políticas educacionais da Fundação Lemann. Nesta sexta (28), depois de meses de apelo dos estados e municípios para incluir os profissionais da educação na vacinação, o Ministério da Saúde publicou nota técnica em que coloca o grupo na sequência da imunização. Em Alagoas, os profissionais da Educação já começaram a ser vacinados de acordo com o calendário de cada município.

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