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Política Foi em suas redes que o PM também denunciou o fato, acrescentando que afastamento partiu do governador

SUBCOMANDANTE DO CPC É EXONERADO APÓS FOTOS COM BOLSONARO

Registro foi feito durante visita do presidente da República a Alagoas e postado numa rede social pelo tenente-coronel Marcos Vanderlei

Por null | Edição do dia 10/06/2021 - Matéria atualizada em 09/06/2021 às 21h29

A simpatia e manifestação política do ex-subcomandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Marcos Vanderlei, pode ter lhe custado o cargo que ocupava na corporação, no último dia 4 de junho. A suposta retaliação teria ocorrido a partir da divulgação de suas imagens, em suas redes sociais, abraçado com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), no Benedito Bentes, durante a entrega de moradias populares.

Foi em suas redes que ele também denunciou o fato, acrescentando que foi informado que o pedido de afastamento teria sido feito pelo governador Renan Filho (MDB), ao comando da Polícia Militar. Nem a PM, nem o governo confirmam a informação. A própria denúncia foi retirada do ar pelo tenente-coronel. Mas, procurado pela reportagem da Gazetaweb, ele confirmou apenas o afastamento e preferiu se resguardar. A foto com Bolsonaro teria sido tirada no momento em que o militar estava de serviço, devidamente fardado e em apoio à segurança do evento. Ao revelar o afastamento, o oficial também revelou que no momento se encontra sem função. Ele também confirmou que como não houve nenhum outro fato relevante, ligado à sua atividade funcional, apenas a divergência política do chefe do Executivo Estadual com o presidente pesaram no desligamento.

Conforme apurou a reportagem da Gazetaweb, ele agradeceu aos oficiais que lhe deram apoio durante a atividade de subcomandante iniciada em janeiro deste ano. “Agradeço a todos os Comandantes das Unidades e Subunidades pela cooperação e compromisso durante estes quase 05 meses; agradeço aos meus Comandantes imediatos, os coronéis Do Valle e Luna, pela liderança firme, mas integrada com seus Staffs, proporcionando resultados bastante significativos na segurança pública”, disse o oficial da Polícia Militar.

SEM COMUNICAÇÃO

A Gazeta procurou a Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal). Em nota, o presidente da entidade disse que a associação não foi comunicada oficialmente dos fatos. Ainda assim, em nota encaminhada disse: “É óbvio que o fato de ser Militar não exclui a condição de cidadão e de ser pensante. Porém, como Militar há postura e deveres diferenciados diante do Regulamento que o rege”. Em outro trecho, o líder dos oficiais lembrou que a movimentação dos oficiais, seja na PM ou no Corpo de Bombeiros, é fato normal. Por outro lado, “o fato em evidência merece atenção dos gestores das corporações para devido esclarecimento e resolução cabível”.

CASO SEMELHANTE

Esse não é o primeiro caso envolvendo integrantes da segurança pública após manifestações de cunho político. Na semana passada, o Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg/AL) abriu uma Reclamação Disciplinar contra a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Alagoas (CB/AL), Camila Paiva, por “possíveis transgressões disciplinares”, para investigar a conduta da oficial, que participou de um ato contra o presidente.

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