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SERVIDORES COBRAM CONDIÇÕES SANITÁRIAS PARA RETOMADA PRESENCIAL

Eles temem que apenas as duas doses da vacina contra Covid-19 não sejam suficientes para evitar novas contaminações

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Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Maria Consuelo teme por professores e por estudantes
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Maria Consuelo teme por professores e por estudantes -

O anúncio do governador Renan Filho (MDB) de retorno dos trabalhadores, já vacinados com as duas doses, para os postos de trabalho preocupa os servidores. Entre os professores da rede estadual o medo é de contaminação, tanto de trabalhadores como de estudantes, por conta da falta de estrutura em muitas unidades para atender as exigências sanitárias de distanciamento. Os policiais civis temem que o retorno “quase normal” das atividades acabe passando uma mensagem de que a pandemia acabou e ocorra um relaxamento. “A orientação do novo decreto nós vemos com preocupação e restrição. Porque tomar as duas doses não significa que estamos imunizados. Não desmerecemos as preocupações que envolvem os alunos e os aspectos da aprendizagem. Mas, temos escolas que diferem uma da outra. O protocolo é único, como se as escolas fossem padrão. E nós sabemos que não é assim, já que temos aquelas que são arranjos de escolas e não têm condições estruturais para receber os alunos com área de ventilação adequada, refeitório e não temos profissionais para atender a demanda - aqueles que dão apoio para limpeza - além dos merendeiros, para não ter aglomeração”, disse a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Maria Consuelo. Segundo explicou, a categoria tem consciência de que terá que conviver com o vírus por muito tempo, mesmo que a vacinação aumente. “Mas sabemos que temos que manter os ambientes higienizados e com EPIs para todos esses trabalhadores, bem como a garantia do distanciamento, e isso é complicado”, disse a presidente. Outra preocupação do Sinteal é quanto aos números da doença, que na verdade continuam em elevação, tanto no que se referem a internações e mortes. “Quando tínhamos 15 mortes já era alto e agora estamos com 21 em 24h e isso tem nos preocupado muito. Precisamos avaliar com muita cautela o retorno das aulas presenciais e também a permanência das crianças nas unidades”, completou Consuelo. Na semana passada o Sinteal teve acesso a uma pesquisa realizada em cinco estados, especificamente, voltada para a situações em ambientes de escolas. E conforme os dados “ocorreram falhas nos protocolos apresentados mesmo com o número de máscaras”. Conforme consta no estudo, com base em dados científicos não há recomendação “para o retorno presencial”. No próximo dia 6 de julho será analisa uma resolução do Conselho Nacional de Educação sobre volta às aulas e também a questão do transporte escolar.

RELAXAMENTO

A categoria dos policiais civis, com um número expressivo de servidores, inclusive alguns vítimas da Covid-19, teme que o retorno das atividades como anunciado deva favorecer a um relaxamento. Isto porque a realidade de trabalho dos policiais envolve o atendimento ao público. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas, Ricardo Nazário, foi com muita surpresa que os policiais receberam essa informação, sem que houvesse nenhuma discussão prévia. “Ficamos surpresos com isso porque o governador surpreendeu a todos os servidores. Até porque fica parecendo um incentivo ao relaxamento, porque o servidor pode entender que com essa obrigação porque tomou as duas doses, quando na verdade nossa atividade inclui atendimento ao público que não está em sua maioria imunizado”, ponderou Nazário. Ele lembrou que a maior preocupação desde que a doença se tornou uma realidade e mesmo com a imunização que ninguém relaxe nos cuidados quanto ao distanciamento, sempre que possível, uso de máscaras e higienização. “No caso do policial há uma preocupação maior porque temos que está em contato próximo com os criminosos como parte da atividade, então o que posso dizer é que isso é muito temeroso isso nesse momento”, enfatizou o dirigente. O Sindpol garantiu que a categoria aderiu a vacinação depois de um trabalho intenso de conscientização. As resistências iniciais foram superadas com a chegada de mais vacinas. “Todo mundo tomou a vacina e com a vinda de outras vacinas, a adesão foi maior. Hoje estamos com todos os policiais de 45 anos ou mais vacinados com a 2° dose e abaixo de 44 anos todos já tomaram a primeira dose”, detalhou Nazário.

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