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MPE DÁ 15 DIAS PARA O ESTADO EXPLICAR NOMEAÇÕES NO ÓRGÃO

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A grave denúncia da existência de um “gabinete fantasma” da vice-governadoria com a nomeação de pessoas com salários médios de R $3,5 mil a R$ 6 mil, além de carros de luxo à disposição, finalmente está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual (MP).

Depois de uma semana de análise, com base nos dados apresentados pelo deputado Davi Maia (DEM) e repercutidos pela Gazeta Digital, o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto, solicitou informações ao governador Renan Filho (MDB). O governo terá até 15 dias para repassar, com detalhes, porque nomeou pessoas para uma função que inexiste no seu governo desde agosto, quando o ex-vice-governador Luciano Barbosa se afastou para ser candidato a prefeito da cidade de Arapiraca. Além disso, precisa explicar qual a base legal para as nomeações, já que por lei a função de vice-governador é complementar e visa auxiliar o governador eleito em suas ausências. Logo, como foi possível, o próprio titular indicar pessoas para auxiliar ele mesmo, sem se afastar do cargo? Por fim, terá de detalhar onde estão e o que fazem todos os nomeados, bem como indicar se têm capacidade para as funções que ocupam. Como em princípio entram na folha como sendo integrantes da vice-governadoria, mas posteriormente foram acomodados em outras estruturas, como a atividade se complementa e auxilia o governo? Os questionamentos que parecem simples, na verdade escondem uma necessidade que o governo tem de acomodar indicados e aliados políticos, como parte da estratégia de apoio. Essa é uma das suspeitas do autor da denúncia, oposicionista Davi Maia. Muito mais que isso, seu questionamento também é para os gatos que envolvem às nomeações registradas a partir do mês de maio.

A denúncia feita pelo parlamentar ao MPE de n° 048/2021-GDDM ainda não foi aceita pelo órgão. Ainda assim, depois da fase de análise inicial já é possível afirmar que há sim necessidade de esclarecimentos, uma vez que em sua primeira manifestação sobre o caso, a Governadoria não apontou os fundamentos legais para as nomeações. Diante da repercussão do caso, no plenário da Assembleia Legislativa, nas redes sociais e opinião pública, criaram um clima de constrangimento ao governo e seus aliados. O silêncio que paira nos corredores da ALE só é quebrado pelo deputado Davi Maia, único a ecoar o caso com a certeza de que encontrou elementos “inexplicáveis” até o momento vindos do Palácio. O caso ganhou outra dimensão quando o próprio ex-vice-governador Luciano Barbosa, mesmo sem ter sido apontado como responsável pelas nomeações, se antecipou por meio das redes sociais e confirmou que nenhum dos indicados tinham relação política com ele. Até porque, todos os que havia indicado para a função foram exonerados com sua saída da base governista.

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