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Política

Sindic�ncia “poupa” Dirceu e acusa Waldomiro

Brasília, DF (Agência Folha) - O relatório elaborado pela comissão de sindicância interna do Palácio do Planalto que investigou de 19 de fevereiro a 22 de março a atuação de Waldomiro Diniz - ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, exonerado

Por | Edição do dia 24/03/2004 - Matéria atualizada em 24/03/2004 às 00h00

Brasília, DF (Agência Folha) - O relatório elaborado pela comissão de sindicância interna do Palácio do Planalto que investigou de 19 de fevereiro a 22 de março a atuação de Waldomiro Diniz - ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, exonerado a pedido no dia 13 de fevereiro deste ano - concluiu que foram cometidas diversas irregularidades por Waldomiro no cargo, entre elas, crime de improbidade administrativa. O relatório poupa o ministro da Casa Civil, José Dirceu, que trouxe Waldomiro para a subchefia. Dirceu não foi ouvido e não é citado uma única vez nas 70 páginas de relatório, que dá a entender que Waldomiro atuava sozinho ao cometer irregularidades no cargo. A sindicância encerrou seus trabalhos na segunda-feira e traz algumas frustrações: Waldomiro não prestou esclarecimentos -como fez na Polícia Federal, disse que só falaria em juízo; mensagens de e-mail e arquivos de computador de Waldomiro não foram utilizados; e, os registros das pautas das reuniões do ex-subchefe foram passados à mulher dele por sua chefe de gabinete, Ana Cristina Moraes Moreira Sena, que “incorreu em transgressão’’ do código de ética. A comissão concluiu que Waldomiro manteve três encontros com a diretoria da multinacional GTech -nos quais o ex-subchefe teria intermediado a renovação do contrato com a Caixa Econômica Federal para controle de loterias. Diversos atos de Waldomiro infringem o código de ética do servidor público, como a utilização do funcionário público Roberto. Waldomiro teria também, segundo a auditoria, apoderado-se de uma coleção de livros doada para posterior distribuição gratuita. O relatório foi divulgado à imprensa pelo ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, que se recusou a tecer um comentários. De acordo com Rebelo, os resultados serão entregues à Procuradoria Geral da República, à Advocacia Geral da União, ao Ministério da Justiça, à Polícia Federal e à Câmara e Senado.

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