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PMDB deixa governo se pol�tica econ�mica n�o mudar

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São Paulo, SP (Agência Folha) - Principal aliado do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, o PMDB condicionou ontem seu apoio à gestão petista a uma mudança nos rumos da política econômica. ?Se ao longo do tempo o governo não atender a nenhuma dessas ponderações, faço um parêntese para dizer que não acredito que não vá atender, mas se não houver esse atendimento, é claro que não há razão para apoio partidário??, afirmou o presidente da sigla, deputado Michel Temer (SP). Em um documento assinado pela Executiva Nacional, o partido cobra ?ousadia do governo para romper os obstáculos que constrangem o crescimento da economia?. O documento foi divulgado após uma reunião da bancada e de dirigentes da sigla, como o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia. Também participaram do encontro os economistas Luiz Gonzaga Beluzzo e Ernesto Lozardo. Apoio Partidos da base aliada ao governo na Câmara apoiaram a nota do PMDB. ?O PL um dia vai governar esse país. O que o PMDB está falando agora foi o que dissemos há alguns dias. Eles estão certinhos?, disse o líder do PL, deputado Sandro Mabel (GO). Para o líder do PT, deputado Arlindo Chinaglia (SP), o documento do PMDB contribui para o debate democrático. O PT também divulgou no início do mês uma nota pedindo alterações na política econômica. ?Cada partido tem autonomia e tem propostas. Caberá ao presidente da República acatar ou não. De qualquer maneira debater os rumos do país é bem-vindo para que as pessoas possam dar suas contribuições?, disse. O líder do PTB, deputado José Múcio (PE), insinuou que o PMDB teve interesses contrariados. ?Quando os partidos começam a soltar notas é porque estão cobrando alguma coisa?, disse. Sobre a relação do PTB com o governo, ele afirmou que ?o governo não está nos devendo nada, apenas o Brasil que nos prometeu?. Um dos vice-líderes do PT, deputado Paulo Bernardo (PR), foi na mesma linha. ?Há uma insatisfação grande por conta das emendas parlamentares que não foram liberadas. Parece bastante justificada essa indignação?, disse. O PSDB disse que concorda com o conteúdo da nota do PMDB, mas acha o momento inadequado. ?Não podemos discordar no mérito, mas política é coisa datada. Nesse momento de grande instabilidade a sobrecarga dessas críticas pode desestabilizar o país e estamos todos no mesmo barco?, disse o líder do PSDB, deputado Custódio Mattos (MG).

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