Política
PROFISSIONAIS DE APOIO À SAÚDE COBRAM PCC
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Servidores do Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] de Alagoas estão em campanha pela implantação do Plano de Cargos e Carreiras, que está pronto desde 2008, foi revisado em 2010 e se encontra parado na Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) desde 2019. Na manhã desta quarta-feira (7), um grupo se reuniu no calçadão do comércio de Maceió para cobrar valorização profissional ao governo.
Além do PCC, os funcionários efetivos do órgão apelam por melhores condições de trabalho e o retorno do pagamento da gratificação pelo enfrentamento da Covid-19. Eles dizem que receberam duas parcelas de R$ 600 (cada), nos meses de outubro e dezembro do ano passado, e, desde então, esperam do Executivo novos repasses, repetindo o que aconteceu em outros estados. Alguns destes, chegaram a pagar a bonificação por oito vezes consecutivas.
“Aqui, a gente recebeu dois meses aleatórios e, nas conversas que ouvíamos nos bastidores, havia a promessa de que a gratificação seria paga por seis meses. O fato é que estamos sem informações alguma do que vai acontecer. O governador e o secretário de Saúde Alexandre Ayres chamam os servidores do Samu de heróis, mas, na prática, eles não nos valorizam como merecemos, diante do importante trabalho que executamos no dia a dia”, afirmou o presidente do Sindicato do Samu, Edeildo Alves.
Quanto ao PCC, o líder revelou que o projeto chegou à Seplag somente em 2019, após 11 anos da elaboração. Mesmo assim, a tramitação não avança, enquanto os funcionários do órgão trabalham sem a devida valorização, que foi orientada por resolução do Ministério da Saúde. O plano, segundo ele, sofreu uma alteração em 2010 com o objetivo de ser implantado no ano seguinte, o que acabou sendo postergado.
“O Ministério da Saúde exige que os trabalhadores do Samu façam cursos de atualização e, a partir deles, possam progredir na carreira. No entanto, isso só poderia acontecer se o PCC já estivesse sido implantado em Alagoas. No Estado, há uma série de exigências para que os servidores passem pela qualificação, mas a valorização não acontece”, destacou.
Edeildo informou que a representação da categoria se reuniu várias vezes com o secretário estadual de Saúde. Nestes encontros, ele disse que foi apresentado um estudo com o impacto da implantação do PCC do Samu. “O Alexandre Ayres prometeu que iria trabalhar no sentido de estabelecer o plano, que alcançará cerca de 800 a 100 trabalhadores do órgão, todos da área administrativa. O PCC não alcança os servidores do quadro da saúde, que tem um regime de progressão próprio e diferenciado”.
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