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Política Bom Parto é um dos quatro bairros mais afetados pela exploração de sal-gema, com afundamento do solo

LÍDER COMUNITÁRIO REBATE MOVIMENTO: “NÃO SOMOS VENDIDOS”

Representante dos moradores do Bom Parto diz que não tem vínculos com políticos ou com a Braskem

Por tatianne lopes | Edição do dia 16/07/2021 - Matéria atualizada em 15/07/2021 às 21h52

A situação que envolve os bairros afetados pela atividade de mineração da Braskem em Maceió parece longe de acabar. Na quarta-feira, em uma matéria publicada pela Gazetaweb, líderes comunitários defenderam os acordos firmados, até então, com a mineradora, e criticaram o movimento de empreendedores do Pinheiro. Por meio de nota, o Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB), repudiou a fala dos representantes dos moradores sobre “inverdades defendidas por um dos entrevistados”. Nesta quinta-feira (15), o líder da Associação dos Moradores do Bairro do Bom Parto, Fernando Lima, rebateu acusações de que os líderes teriam vínculos com políticos ou com a própria Braskem. “O que falamos na matéria foi distorcido pelo grupo. Alguns participantes do MUVB nem conhecem nosso grupo e partem para ofensas. Nós realizamos ações sociais em parceria com a Braskem, assim como a prefeitura, e já entregamos 15 mil cestas básicas para os moradores que, nessa pandemia, estão passando ainda mais dificuldades. Nossa ação é de interlocução, as pessoas aqui estão morrendo de fome. Essa região necessita de assistência e o poder público é ausente. Não tenho vínculo empregatício com nenhum político, com MPF ou prefeitura, não somos vendidos”, afirma. O representante disse, ainda, que não é a favor dos acordos firmados com a Braskem, mas que cabem aos moradores aceitar tais propostas ou não. “Os acordos são individuais, cada um tem uma realidade, mas precisamos de celeridade para resolver essa situação. O movimento quer conseguir pela força o que conseguimos dentro da lei, de uma forma parceira. Nunca fomos convocados para uma reunião do movimento, eles não conhecem a nossa realidade”, criticou. Além disso, o líder comunitário disse que deve registrar um Boletim de Ocorrência (B.O) contra áudios repassados nas redes sociais, com ofensas ligadas a ele. À Gazetaweb, os líderes comunitários que dizem não fazer parte destes grupos já prometem ingressar com ações judiciais para tentar frear o que consideram ser ‘politicagem de aproveitadores do caos alheio’. Fernando Lima afirma que representantes de microempresários do Pinheiro estão agindo em benefício deles, apenas, e tentando uma projeção política para rever um acordo que não tem base nas propostas, enquanto os que mais precisam estão servindo, segundo entende, como massa de manobra.

Procurada, a assessoria do MUVB manteve o mesmo posicionamento da nota emitida na quarta-feira, em que repudia o que chamam de “inverdades defendidas por um dos entrevistados” e salienta que acredita na união de moradores e empreendedores afetados.

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