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ALAGOAS TEM UMA NOVA ARMA DE FOGO REGISTRADA POR HORA

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Com média de uma nova arma de fogo registrada por hora em 2020, Alagoas foi o estado brasileiro com a maior alta no número de novas armas de fogo registradas no ano passado. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na quinta-feira (15) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontam que foram registradas 8.815 novas armas de fogo em Alagoas no ano passado. O número é 691,3% maior que o aferido em 2019, quando 1.114 novas armas de fogo foram registradas no estado. A alta registrada em Alagoas está acima do que foi aferido nacionalmente, onde os registros de novas armas aumentaram 97,1%. Ou seja, o crescimento em Alagoas foi sete vezes maior que o do Brasil. Para se ter uma ideia, o segundo maior aumento do País foi no Piauí, onde os registros de novas armas cresceram 272,4%.

Números do Sistema Nacional de Armas publicados pelo Fórum mostram que Alagoas terminou 2020 com 16.604 registros de armas de fogo ativos. Isso representa um crescimento de 30%, tendo em vista que em 2019 eram 12.731 registros ativos. Em números absolutos, foram 3.873 novos registros concedidos em 2020. Destes registros, 5.408 são de cidadãos civis. Entre este grupo o aumento foi de 35%, pois em 2019 eram 3.999.

“O levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre armas de fogo junto aos órgãos oficiais de segurança e defesa para 2020 mostra que o Brasil vive verdadeira corrida armamentista”, afirma o relatório do FBSP. “Os números trazidos neste Anuário, de modo geral, chamam atenção tanto pelo aumento expressivo do número de armas que entraram em circulação nas mãos de particulares e a velocidade que isso vem acontecendo, como pela flagrante deterioração dos mecanismos de controle de armas ilegais. Em outras palavras, enquanto alguns segmentos da população brasileira se armam de modo acelerado, o Estado vem diminuindo sua capacidade de mitigar os efeitos nocivos destas mesmas armas gerando toda sorte de violências”, completa.

Os pesquisadores afirmam que “os números mostram que uma parcela da população atendeu ao chamado do Presidente da República aumentando o arsenal civil com a aquisição de armas novas”. O relatório afirma que “isso mostra que os incentivos dados pelo Governo Federal na forma de afrouxamento dos mecanismos de controle e ampliação de tipos de armas e calibres vem dando resultados”.

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Para Isabel Figueiredo, advogada, mestre em direito constitucional e integrante do Conselho de Administração do FBSP, com mais armas em circulação, aumenta a violência. ““Tem que olhar essa arma que está na mão do sujeito que comprou a arma. É uma arma que pode agravar situações de violência doméstica, pode agravar a situação interpessoal. As armas escalam uma situação de violência. Um bate-boca ou uma briga com uma arma tem uma tendência de ter um resultado piorado. Um estudo do Ipea mostra que, com 1% a mais de circulação de armas, aumenta em 2% o número de homicídios. Também há um aumento de acidentes, envolvendo crianças, e um aumento de suicídios”, alerta.

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